quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Excesso de sal pode causar danos à visão


Pesquisas mostram que a população brasileira consome muito mais sal do que a quantidade recomendada pela Organização mundial de saúde (5 gramas por dia para crianças e idosos e 6 gramas para adolescentes e adultos). Esse fator (dentre outros como a falta de informação e envelhecimento) contribui para o aumento de casos de hipertensão arterial – doença que já atinge 57 milhões de pessoas no país.
O que poucas pessoas sabem é que, dependendo do quadro da doença, a hipertensão pode prejudicar os vasos e artérias da retina. Essa estrutura é a membrana do olho onde as imagens são formadas, e os danos causados a ela podem levar à cegueira. As mudanças vasculares que podem causar a perda da visão são: arteriosclerose (enrijecimento e estreitamento de vasos e artérias), isquemia (interrupção da circulação do sangue até a retina e formação de neovasos), hemorragia (devido ao afinamento dos vasos e artérias) e edema do disco óptico (devido à formação de depósitos, estreitamento de artérias e dilatação de veias).
O principal problema é que como a hipertensão arterial é assintomática, a maioria das pessoas não sabe que são portadoras e somente procuram o oftalmologista quando a retina já está danificada. “O olho é a porta de entrada para prevenir os danos da hipertensão porque é a única parte do corpo que permite visualizar seus efeitos”, explica Leôncio Queiroz Neto, oftalmologista do Instituto Penido Burnier. Existe um exame de fundo de olho, a fundoscopia, que é capaz de diagnosticar os danos causados aos olhos ainda no estágio inicial da condição.
O melhor combate a qualquer doença é sempre a prevenção. Para evitar a hipertensão arterial e as complicações que surgem a partir dela, é extremamente importante que as pessoas estejam atentas às quantidades de sal ingeridas e outros comportamentos. O consumo de álcool e cigarros devem ser evitados, o indivíduo deve praticar atividades físicas regularmente e incluir ômega 3 em sua alimentação, substância que auxilia a circulação do sangue na retina.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Controle de consumo de sal pode reduzir número de óbitos


A quantidade de sal consumida atualmente pela população brasileira é alarmante. De acordo com dados divulgados pelo IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os adolescentes do país consomem 70% de sal a mais do que o limite recomendável de 2,300 mg por dia. Os homens entre 19 e 59 anos ultrapassam esse número em 88,7% e as mulheres em 69,7%.
O excesso de sal pode levar ao desenvolvimento de hipertensão arterial e doenças cardiovasculares e renais. Essas condições são particularmente perigosas por progredirem silenciosamente e serem de difícil diagnóstico, sendo muitas vezes identificadas somente em estágios avançados.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), se as pessoas adaptassem o seu consumo de sal às recomendações médicas, haveria uma redução considerável no número de mortes causadas a cada ano por doenças cardiovasculares. Atualmente, essas condições provocam 315 mil óbitos anuais.
Uma das maiores preocupações dos médicos são os alimentos industrializados. De acordo com Carlos Alberto Machado, porta-voz da SBC, “a SBC se aliou à Anvisa para que os fabricantes de alimentos industrializados sejam obrigados a divulgar nos rótulos das embalagens alertas sempre que o produto tiver quantidade elevada de gordura saturada, gordura trans, sódio e açúcar”. Por decisão judicial, essas medidas estão temporariamente impedidas. A organização espera que em breve elas sejam validadas.
A redução da quantidade de sal usada nas receitas não afeta o sabor do alimento, fato que foi debatido em reunião com o Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes (ABRASEL). “Sabemos que não há necessidade de tanto sal nos alimentos, tanto que em recente reunião com o ABRASEL, os representantes da entidade confirmaram que há uma tendência entre os associados a reduzirem o uso do sal nos alimentos servidos. Eles comprovaram que uma redução de 20% do nível de sódio não afeta nem o sabor nem a qualidade dos mesmos, que continuam tendo plena aceitação dos consumidores”, completa Machado.
Dessa forma, parece não haver motivos para o excesso de sal nos alimentos. O controle do consumo desse alimento é um passo importante para a prevenção de doenças e a manutenção da boa qualidade de vida em todo o país.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Mitos sobre o câncer de mama confundem a população


O câncer de mama é atualmente a principal causa de morte causada por tumores em mulheres no Brasil. A falta de informação das pessoas a respeito da doença colabora para a piora desse quadro.
Diversos mitos a respeito da doença se espalham através do boca a boca. São afirmativas que dizem, por exemplo, que o uso de desodorantes e sutiãs apertados favorece o desenvolvimento do câncer de mama. Outros mitos comuns são os de que o implante de próteses de silicone e o consumo de leite de origem animal podem aumentar as chances do surgimento da doença. Essas informações não são baseadas em estudos ou pesquisas científicas, portanto são equivocadas e irreais.
Porém, algumas das crenças do senso comum estão corretas. Emoções negativas (como mágoas, raiva e estresse) podem contribuir para o surgimento da doença, assim como deficiência de vitamina D, o consumo de álcool, o tabagismo e o histórico familiar. Também é verdade que a doença está associada à idade, e com o envelhecimento as chances de o câncer ser desenvolvido são maiores. Outros fatores que favorecem o câncer são gestações tardias ou a ausência de gestações.
Como o câncer de mama ainda não é inteiramente compreendido, fica difícil saber quando se pode confiar ou não em um rumor. Por isso, a opinião de um profissional é essencial. O Dr. Armândio Soares, diretor da Oncomed Belo Horizonte, explica que “ainda há muito o que ser pesquisado e estudado, por isso, conversar com um médico é sempre o melhor caminho para esclarecer todas as dúvidas sobre o assunto”.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Perda de peso pode melhora a vida sexual de diabéticos


Muitos homens diabéticos enfrentam problemas urológicos e disfunção erétil, mesmo que a diabetes esteja bem controlada. Esses problemas podem ser tratados com medicamentos, mas um estudo desenvolvido na Universidade de Adelaide (Austrália) aponta que a perda de peso é tão eficaz quando o uso de remédios.
O Dr. Gary Wittert, um dos pesquisadores do estudo, afirma que “medicação é cara, cuidado médico é caro. Aqui está uma mudança de estilo de vida que é rápida, barata, fácil e pode melhorar a saúde substancialmente além de qualquer coisa que a medicação pode fazer”.
O estudo acompanhou um grupo de 31 homens obesos com diabetes tipo 2. Após designarem diferentes dietas para os participantes e esses terem perdido de 5 a 10% de seus pesos, os pesquisadores analisaram como o emagrecimento havia afetado a vida sexual desses homens.
“Mesmo sem levar a diabetes em conta, homens obesos têm chances 1,2 maiores de terem disfunção erétil”, explica Wittert.
Os resultados da análise mostraram que os homens que perderam peso viram melhoras significativas em saúde urológica e sexual. Participantes que antes do estudo enfrentavam disfunção erétil severa passaram enfrentar versões brandas da condição. Os níveis de inflamação nos corpos desses homens também foram reduzidos, o que pode ter ajudado no melhor funcionamento do órgão sexual.
Wittert acredita que a perda de peso através de exercícios físicos pode ter efeitos diferentes do que o emagrecimento obtido com dietas. “Os problemas urológicos relacionados à obesidade poderiam ser hormonais, eles poderiam estar relacionados aos nervos, nós não sabemos. Mas exercícios tem uma série de efeitos potenciais que não são estritamente relacionados à perda de peso”, completa.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Inverno pode complicar alergias oculares

O clima seco do inverno pode trazer complicações para alergia ocular e piorar os sintomas da condição.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 57 milhões de brasileiros são alérgicos. 6 em cada 10 pessoas desse grupo sofrem de alergias nos olhos.

O oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, explica que o ar seco é um fator que interfere na condição. “A estiagem aumenta a concentração de poluentes no ar e agrava a doença da mesma forma que acontece com a sinusite, asma ou rinite. O ar seco também aumenta a evaporação da camada aquosa da lágrima. Por isso, junto com a alergia pode ocorrer olho seco, inflamação da borda das pálpebras ou das glândulas responsáveis pela produção da camada oleosa do filme lacrimal”. Não existe cura para as alergias, apenas tratamentos que aliviam os sintomas, como a coceira, a vermelhidão e o inchaço.

Em algumas pessoas, duas condições se manifestam simultaneamente – a rinite e a conjuntivite alérgica. Para esses pacientes, o tratamento é feito com anti-histamínicos sistêmicos e corticóides nasais, mas algumas pessoas respondem somente aos colírios. Nesses casos, o mais importante é evitar recaídas. Colírios com corticóides são indicados em crises severas de alergia, mas o seu uso aumenta as chances de a pessoa desenvolver catarata e glaucoma. Além disso, reincidências podem causar o ceratocone, uma doença que atinge a córnea, levando à sua deterioração.

Para prevenir as crises, Queiroz Neto aconselha que a pessoa evite coçar os olhos. Essa atitude enfraquece as fibras de colágeno dos olhos e incentiva a produção da histamina, o que aumenta mais ainda a coceira. Também é importante evitar plantas e animais com pelo, manter os ambientes arejados e limpos e substituir vassouras por aspiradores de pó e panos úmidos.

Para evitar que os olhos fiquem secos, o médico afirma que o paciente deve beber pelo menos dois litros de água por dia e usar óculos que impeçam que o filme lacrimal evapore. Ao primeiro sinal de irritação nos olhos e outros sintomas, um oftalmologista deve sempre ser consultado.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Café da manhã rico em ferro ajuda a prevenir anemias

Documento publicado pela UNICEF e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que mais da metade das crianças brasileiras em idade pré-escolar tem anemia. A grande causadora disso é a deficiência de ferro.

Segundo Silvia Cozzolino, nutricionista professora da Universidade de São Paulo (USP), a anemia está ligada aos hábitos alimentares e não à dificuldade de acesso ao alimento, como acontecia há algumas décadas. “Uma evidência clara disso é que o problema atinge todas as classes sociais, sem distinção”, diz.

O ferro desempenha papel fundamental no crescimento infantil, pois atua em várias funções importantes, como o transporte de oxigênio para as células, desenvolvimento do sistema imunológico e fornecimento de energia rápida para os músculos. A carência de ferro pode prejudicar o desenvolvimento físico e intelectual infantil, além de resultar em apatia e desânimo.

Para prevenir e solucionar esse problema, a nutricionista recomenda a ingestão de alimentos ricos em ferro, como a carne vermelha, leguminosas (feijões) e cereais integrais. “Quando o consumo de carne, que é a principal fonte de ferro, é menor que o recomendado, para se garantir a quantidade de ferro disponível para absorção é preciso ingerir uma grande quantidade de outros alimentos para compensá-lo, o que dificulta muito chegar ao nível ideal”, explica a nutricionista.

Crianças entre nove e 13 anos devem consumir 8mg de ferro por dia, e a ingestão deve começar logo na primeira refeição do dia. Segundo Cozzolino, o café da manhã deve fornecer 25% dos nutrientes diários necessários, e garantir o percentual de ferro logo nessa refeição é o ideal.

É possível encontrar ferro em alimentos fortificados, como em alguns cereais matinais, mas também em combinações como banana e cereais, misto-quente com suco de laranja, e até no tradicional pão com margarina e café com leite.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Pouco sono prejudica a saúde

Pessoas que dormem pouco podem estar prejudicando sua saúde. O período de tempo mínimo de sono recomendado é de oito horas por noite, e a maioria das pessoas precisa desse tempo para funcionar bem durante o dia.
Um estudo desenvolvido nos Estados Unidos mostra a fadiga faz com que 23% dos adultos americanos tenham problemas para se concentrarem, 18% tenham problemas de memória, 11% tenham dificuldades para dirigir, 38% durmam acidentalmente durante o dia e 5% durmam enquanto dirigem.
Os irmãos Dian e Tom Griesel (autores do livro TurboCharged: Accelerate Your Fat Burning Metabolism, Get Lean Fast and Leave Diet and Exercise Rules in the Dust) explicam que existem cinco estágios conhecidos do sono, e que o corpo passa por todos eles quarto ou cinco vezes durante a noite.
Os primeiros quatro estágios são importantes para que o metabolismo se mantenha saudável e também para o aprendizado e a memória. Já o quinto estágio, chamado de REM, movimento rápido dos olhos, regula o humor e a formação de memórias emocionais. Perder um ou dois ciclos durante um período regular de tempo faz com que o funcionamento do cérebro, coração e sistema imunológico sejam prejudicados.
Estimulantes noturnos, como a televisão, horários de trabalho e luz no ambiente podem atrapalhar o ritmo cicardiano natural do corpo, ou seja, o relógio biológico. Isso afeta a produção da melatonina, o hormônio natural do sono.
A má qualidade do sono prejudica o corpo e a mente, o que reflete nas ações da pessoa durante dia, podendo até mesmo prejudicar seu emprego e convivência familiar.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Doença Aterosclerótica em mulheres exige maiores cuidados

Cerca de 40% da população adulta do Brasil é afetada pela Doença Aterosclerótica, e apesar de a condição ser mais comum em homens, mulheres atingidas por ela exigem cuidados especiais.
A Doença Aterosclerótica é caracterizada por um acúmulo de gordura nas artérias, dificultando a passagem do sangue ou até mesmo bloqueando o fluxo.
O organismo feminino é diferente do masculino. As artérias são mais estreitas e o batimento cardíaco é mais rápido.  As probabilidades das mulheres desenvolverem doenças cardíacas são maiores do que as dos homens, e a taxa de mortalidade também. As chances de uma mulher que sofreu um infarto morrer são 50% maiores do que as de um homem.
De acordo com o médico Raul Dias dos Santos, diretor da SOCESP, o maior desafio é a detecção da doença, já que ela é assintomática. Quando diagnosticado com a condição, o paciente deve fazer modificações nos seus hábitos e, quando necessário, fazer uso de medicamentos.
Raul explica que “é preciso agir preventivamente para evitar a manifestação da doença. Quando a angina (dor no peito) chega, por exemplo, muitas vezes já é tarde demais, o paciente está prestes a ter um infarto”.
De acordo com a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), a expectativa é que em 20 anos o número de mortes de mulheres devido a doenças do coração ultrapasse o de homens. Por isso, mulheres devem estar atentas às diretrizes de prevenção, controlando fatores de risco e fazendo acompanhamento médico regularmente. Também é importante que o diagnóstico das doenças seja precoce e a intervenção dos médicos seja rápida.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

REMÉDIO DE GRAÇA PARA HIPERTENSÃO E DIABETES

Mamografia reduz mortalidade por câncer de mama

Estudo publicado na revista especializada Radiology mostra que exames de mamografia ajudam na redução das taxas de mortalidade por câncer de mama. Segundo Stephen W. Duffy, pesquisador da University of London, “a triagem mamográfica confere uma redução substancial relativa e absoluta no risco de mortalidade por câncer em longo prazo". De acordo com os pesquisadores, para cada 1.000 a 1.500 mamografias, uma morte por câncer de mama é impedida.
O estudo envolveu 133.065 mulheres divididas em dois grupos, um que recebeu um convite para triagem e outro que recebeu os cuidados habituais. Os resultados mostraram que houve 30% menos mortes por câncer de mama entre as mulheres do grupo que passava pela triagem e realizavam o exame. A fase de triagem durou cerca de sete anos, e a idade das participantes variava entre 40 e 74 anos.
Os resultados desse estudo revelam que a mamografia feita regularmente traz benefícios para saúde pública, e por isso deve ser estimulada. "Infelizmente, não podemos saber ao certo quem vai e quem não vai desenvolver o câncer de mama", diz Duffy. "Mas se a mulher passar por um regime de triagem recomendado e for diagnosticada com câncer de mama em fase precoce, as chances de ele ser tratado com sucesso são muito boas".