sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A EQUIPE DA UNO FARMA DESEJA UM FELIZ ANO NOVO!!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Resistência a antibióticos vai além da ingestão incorreta dos medicamentos

Passando direto
Embora o consumo excessivo ou incorreto de antibióticos seja uma preocupação antiga dos profissionais de saúde, parece que há motivos para outras preocupações bem depois que os medicamentos são ingeridos.
Cientistas descobriram que, quando um antibiótico é consumido, até 90 por cento dele passa através do corpo sem metabolização.
Isto significa que as drogas podem deixar o corpo do paciente quase intactas - é quase como despejar o conteúdo do vidro de medicamento no vaso sanitário ou no ralo do banheiro.
Genes de resistência aos antibióticos
No caso de áreas agrícolas, os antibióticos excretados podem chegar rapidamente aos córregos e rios de várias maneiras e entrar no circuito alimentar da população.
Mesmo a água filtrada nas plantas de tratamento de efluentes podem conter antibióticos, segundo os pesquisadores.
Consequentemente, estas descargas tornam-se "fontes potenciais de genes de resistência aos antibióticos," afirma Amy Pruden, da Universidade Virgínia Tech, nos Estados Unidos.
"A presença de antibióticos, mesmo em concentrações mínimas, pode estimular o metabolismo bacteriano e assim contribuir para a seleção e manutenção de genes de resistência a antibióticos", explica Pruden. "Uma vez presentes nos rios, esses genes podem ser transferidos entre as bactérias, incluindo patógenos, através da transferência horizontal de genes."
Resistência aos antibióticos
A pesquisadora afirma que reduzir a propagação da resistência aos antibióticos é uma medida crítica necessária para prolongar a eficácia dos antibióticos atualmente disponíveis.
Isto é importante, uma vez que "a descoberta de novas drogas não consegue mais acompanhar o ritmo das novas infecções resistentes a antibióticos", diz ela.
Pruden, que desenvolveu o conceito de genes de resistência a antibióticos como poluentes ambientais, tem uma reputação internacional na aplicação da ecologia microbiana, remediação ambiental e sobre repositórios ambientais de resistência antimicrobiana.
"Este estudo avança o reconhecimento dos genes de resistência a antibióticos como fontes de impactos ambientais, dando um passo importante na identificação dos processos dominantes de difusão e transporte dos genes de resistência a antibióticos," conclui o estudo, publicado no periódico científicoEnvironmental Science and Technology.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Puberdade precoce nas meninas começa a ser desvendada

Amadurecimento sexual
Um grupo coordenado pela neurocientista brasileira Carol Elias deu um passo importante para desvendar os mecanismos bioquímicos de um fenômeno que vem alarmando os médicos: a antecipação da puberdade feminina.
Depois de quase uma década da investigação, que começou no Brasil e terminou nos Estados Unidos, Carol e sua equipe identificaram a região cerebral em que o hormônio leptina age despertando o amadurecimento sexual.
É o núcleo pré-mamilar ventral.
Hormônio da maturidade sexual
"Há um mecanismo bioquímico delicado que informa ao cérebro que o organismo está pronto para reproduzir", disse Carol, ex-professora na Universidade de São Paulo (USP) e atualmente pesquisadora na Universidade do Texas.
E quem dá esse recado ao cérebro é a leptina, hormônio secretado pelas células de gordura, mais conhecido por despertar a sensação de saciedade e reduzir a fome.
Anos atrás surgiram as primeiras pistas de que esse hormônio iniciava uma cadeia de reações químicas que levam ao desenvolvimento dos órgãos sexuais e à fertilidade.
Camundongos e seres humanos que não produzem leptina não entram na puberdade, período em que começam transformações fisiológicas que preparam o corpo para procriar.
De 1997 a 1999, período em que passou na Universidade Harvard, Carol colaborou com a identificação das regiões cerebrais que produzem receptores de leptina, proteína à qual o hormônio de mesmo nome se liga estimulando o funcionamento das células cerebrais (neurônios).
Hormônios sexuais
Entre as regiões do hipotálamo que expressam receptores de leptina, uma chamou a atenção: o núcleo pré-mamilar ventral.
Esse grupo de células, como já havia sido demonstrado por outro brasileiro, Newton Canteras, pesquisador da USP, se conecta a regiões cerebrais produtoras do hormônio liberador de gonadotrofinas, responsável por estimular a secreção de outros hormônios sexuais.
Mas a comprovação de que era esse núcleo que mediava a ação da leptina no início da puberdade levou mais tempo.
Convidada pelo neurocientista Joel Elmquist a integrar sua equipe no Texas, Carol e os pesquisadores José Donato Júnior, Roberta Cravo e Renata Frazão desenvolveram em laboratório um camundongo geneticamente modificado para, em certas condições, produzir o receptor de leptina apenas no núcleo pré-mamilar ventral.
A estratégia deu certo, relatam os pesquisadores em artigo publicado na revista Journal of Clinical Investigation.
Puberdade feminina
As fêmeas de camundongo inférteis entraram na puberdade e se tornaram capazes de procriar quando se estimulou a produção do receptor de leptina exclusivamente no núcleo pré-mamilar ventral.
"As células desse núcleo passaram a reconhecer a presença da leptina, induzindo o amadurecimento sexual", explicou Carol.
A provável explicação é que os neurônios do núcleo pré-mamilar ventral estimulam a atividade de células produtoras do hormônio liberador de gonadotrofinas que, por sua vez, induz a produção de outros hormônios sexuais.
Puberdade e obesidade
Essa cadeia de reações bioquímicas, que, por razão ainda desconhecida despertou a puberdade apenas nas fêmeas, ajuda a compreender porque uma proporção cada vez maior de meninas norte-americanas com 7 e 8 anos de idade estão entrando na puberdade, como mostrou estudo publicado em setembro na Pediatrics.
"É possível que as taxas mais elevadas de leptina em crianças obesas estejam estimulando regiões cerebrais que normalmente só seriam ativadas mais tarde", disse Carol.
"Agora que identificamos o grupo de células responsáveis por mediar a ação da leptina no início da puberdade teremos condições de desvendar os mecanismos celulares, genéticos e bioquímicos envolvidos nesta função", disse.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

ENCARTE DO MÊS - COMECE O ANO BEM COM AS NOSSAS OFERTAS!












Amamentação por seis meses melhora inteligência das crianças

Alimentação primordial
Crianças de dez anos que haviam sido amamentadas por ao menos seis meses tiveram resultados melhores em testes-padrão de leitura, matemática e grafia, em comparação com crianças amamentadas por períodos mais curtos.
A conclusão é de um estudo australiano feito com mais de mil crianças e relatado nesta pelo site especializado MedPage Today.
Os efeitos benéficos da amamentação apareceram de forma mais relevante em meninos, possivelmente porque o leite compensa hormônios femininos que ajudam a proteger o cérebro das meninas.
Outra possibilidade é que a amamentação tem um efeito positivo nas relações entre mãe e filho, facilitando a interação e, de forma indireta, o desenvolvimento cognitivo, segundo o MedPage Today.
Como os meninos dependiam mais da atenção materna do que as meninas, os efeitos positivos dessa interação se fariam mais presente neles.
Efeitos da amamentação
O estudo, publicado na revista Pediatrics, foi coordenado por Wendy Oddy, do Instituto de Pesquisa de Saúde Infantil da Universidade do Oeste da Austrália.
"Nosso estudo adiciona provas crescentes de que a amamentação por ao menos seis meses tem efeitos benéficos para o melhor desenvolvimento da criança", escreveram Oddy e seus colegas.
A relação entre amamentação e desenvolvimento cognitivo é atribuída aos nutrientes presentes no leite materno - principalmente ácidos graxos poli-insaturados -, que ajudam no crescimento de membranas celulares do cérebro e de neurônios.
Desenvolvimento cognitivo
O estudo levou em consideração os outros fatores que também influenciam o desenvolvimento cognitivo infantil e disse ter tentado controlá-los entre as crianças estudadas.
Com isso, foi possível observar também que índices menores de educação materna e renda prejudicavam o desempenho das crianças.
Em contrapartida, as que liam mais durante a idade de três a cinco anos tiveram melhores resultados nos testes de leitura e escrita.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

A EQUIPE DA UNO FARMA DESEJA UM FELIZ NATAL!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Tratamento de alergia causa nova alergia

Alergia de contato com alumínio
A dermatite alérgica de contato com o alumínio tem sido considerada uma alergia muito rara.
No entanto, veem crescendo os relatos de nódulos pruriginosos e alergia ao alumínio surgidos depois que as pessoas tomaram vacinas ou fizeram tratamentos para outras alergias.
A pesquisadora Eva Netterlid, da Universidade de Lund, na Suécia, resolveu estudar o fenômeno e fez algumas descobertas que exigirão mais pesquisas sobre os tratamentos de alergia.
Nódulos na pele
Nódulos pruriginosos são pequenos nódulos sob a pele que causam coceira e que, segundo alguns estudos, podem durar vários anos.
Um estudo sobre vacinas contra tosse convulsiva, realizado há alguns anos, mostrou que quase um por cento das crianças desenvolveu nódulos pruriginosos na área da vacinação.
Três das quatro crianças que tiveram uma reação com nódulos também desenvolveram alergia ao alumínio.
"Isso foi totalmente inesperado. O alumínio tem sido utilizado como adjuvante, intensificador, nas vacinas por mais de 70 anos, com apenas um pequeno número de relatos de nódulos pruriginosos e dermatite alérgica de contato," afirma Eva.
Hipossensibilização
Mas os resultados foram muito mais preocupantes quando a pesquisadora voltou sua atenção para a hipossensibilização, um tratamento no qual doses progressivamente maiores de uma substância alergênica são dadas aos pacientes que são alérgicos ao pólen, ácaros, etc, para habituá-los à substância.
Este tratamento também usa o alumínio como um intensificador.
O número de reações foi muito maior. Das 37 crianças monitoradas, 8 (21,6%) tiveram dermatite alérgica de contato com o alumínio, e 13 (35%) tiveram nódulos pruriginosos.
Outras 24 crianças com alergias que foram incluídas no estudo, mas que não receberam a vacina, não desenvolveram nem nódulos pruriginosos nem alergia ao alumínio.
Outro estudo analisou a hipossensibilização de crianças e adultos com alergias respiratórias. Verificou-se que quase 4% dos pacientes tiveram dermatite alérgica de contato com o alumínio.
O exame dos braços dos pacientes antes e um ano após o tratamento mostrou que o número de portadores de nódulos tinha aumentado significativamente, e a proporção daqueles que tinham nódulos pruriginosos também aumentou.
Hipóteses
Há várias explicações possíveis a respeito de porque a alergia de alumínio está se tornando mais comum: o surgimento de novas tecnologias para identificar a alergia, o tipo de compostos de alumínio usados nas vacinas e outros tratamentos pode ter mudado, e o número de vacinações pode ter aumentado com o aumento das viagens internacionais.
Mas, por enquanto, todas são apenas hipóteses e conjecturas, e somente outros estudos poderão apontar as causas reais.
Eva Netterlid e seus colegas vão se concentrar primeiro na segunda hipótese, verificando se diferentes compostos de alumínio produzem resultados diferentes.
Eles também pretendem descobrir se os pacientes que tiveram resultado positivo no teste de alergia ao alumínio também apresentam sintomas clínicos quando expostos a medicamentos e cosméticos que contenham alumínio.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Tomar leite reduz risco de doenças cardíacas, diz estudo

Leite para o coração
Um estudo publicado na revista especializadaAmerican Journal of Clinical Nutrition revela que beber três copos de leite por dia pode diminuir em até 18% o risco de doenças cardiovasculares.
Mas o consumo de leite não é uma unanimidade entre os especialistas. Alguns estudos questionam até mesmo se adultos devem ou não tomar leite.
Um estudo nacional chegou à conclusão que os brasileiros tomam leite em excesso, e que o leite é importante na alimentação, mas não pode ser considerado essencial para uma saúde normal.
Estudos contraditórios
A professora Sabita Soedamah-Muthu, do Departamento de Nutrição Humana da Universidade de Wageningen, na Holanda, conduziu o estudo com a colaboração de pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.
Ela analisou cerca de 5 mil estudos sobre o mesmo tema - relação entre tomar leite e doenças cardíacas - feitos na Europa, Estados Unidos e Japão durante um ano e meio e concluiu que o leite é realmente benéfico para a saúde do coração.
"Havia resultados muito contraditórios sobre a relação do consumo de leite com a saúde nos estudos. Às vezes concluía-se que há uma relação benéfica, às vezes maléfica e outras vezes, nenhuma", disse a professora.
Consumo de leite
Os resultados de várias das pesquisas analisadas foram combinados utilizando a quantidade de leite consumida diariamente por cada indivíduo.
Em uma análise final dos números, Soedamah-Muthu percebeu que um copo de leite ao dia parece ter relação com uma redução de 6% no risco de doenças cardiovasculares.
"Conseguimos demonstrar os efeitos positivos de consumir até três copos por dia, quando o risco de problemas no coração fica 18% menor."
Segundo a pesquisadora, não foi encontrada nenhuma relação entre o consumo de leite integral ou desnatado e o aumento do risco de doenças cardíacas, infarto ou mortalidade.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Descoberta pode permitir curar ferimentos sem deixar cicatrizes

Cicatrização sem cicatriz
Uma novidade anunciada neste domingo (12/12) na 50ª Reunião Anual daAmerican Society for Cell Biology, na Filadélfia, Estados Unidos, poderá resultar em alternativas para tratar ferimentos graves sem a formação de cicatrizes.
O ácido hialurônico é uma substância presente no organismo de todos os animais que preenche os espaços entre as células.
Com o avanço da idade, o ácido hialurônico diminui, reduzindo também a hidratação e elasticidade da pele, o que contribui para o surgimento de rugas.
Ácido hialurônico
O grupo de Cornelia Tölg, do London Regional Cancer Program, em Ontário, no Canadá, conseguiu bloquear fragmentos de ácido hialurônico que disparam a inflamação.
O bloqueio, feito em ratos com um minúsculo peptídio chamado 15-1, promoveu a cura de ferimentos profundos com a minimização de cicatrizes e a formação de um tecido cutâneo mais forte no lugar afetado.
A equipe, que contou com pesquisadores dos Estados Unidos, identificou no peptídio (molécula composta de dois ou mais aminoácidos) denominado 15-1 a capacidade de bloquear receptores moleculares em células da pele que reagem a fragmentos do ácido hialurônico ao estabelecer um caminho celular para a inflamação.
Nos testes feitos em laboratório, uma única dose do peptídio reduziu a contração do ferimento, os depósitos de colágeno, a inflamação e o crescimento de vasos sanguíneos novos e indesejados. Apesar de o estudo ter sido feito em animais, os cientistas afirmam que os resultados obtidos podem ser extrapolados para eventual aplicação em humanos.
Regeneração de tecidos
Até o fim da década de 1970, o ácido hialurônico era considerado apenas uma espécie de goma inerte que preenchia a matriz extracelular, mas desde então estudos têm mostrado seu importante envolvimento em uma ampla variedade de processos biológicos, do desenvolvimento embrionário do coração a metástases de tumores, passando pelo reparo de ferimentos.
A relação entre níveis de ácido hialurônico e a regeneração de tecidos é paradoxal, segundo os autores do estudo. Os níveis desse ácido são extremamente elevados em embriões e em recém-nascidos, que são capazes de se recuperar rapidamente de cirurgias sem a formação de cicatrizes.
Mas, durante a vida adulta, os níveis de ácido hialurônico intactos caem enquanto aumenta a proporção de moléculas quebradas da substância. Por conta disso, enquanto o ácido intacto promove uma recuperação forte - no caso de ferimentos - os fragmentos atuam junto a receptores que disparam a inflamação que resulta na formação de cicatrizes e de pele mais frágil.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Crianças expostas ao fumo passivo são mais propensas a problemas de comportamento

Os pais que fumam perto das crianças podem estar colocando em risco mais do que a saúde respiratória de seus filhos. Um novo estudo do University College London, no Reino Unido, indica que as crianças mais expostas à fumaça do cigarro são mais propensas a serem hiperativas e a terem problemas de comportamento.
Avaliando dados de um estudo escocês do ano de 2003, incluindo 901 crianças não fumantes com média de oito anos, os pesquisadores descobriram que aquelas com maiores níveis de cotinina na saliva - subproduto da nicotina, que indica os níveis de exposição à fumaça do cigarro - tinham mais chances de terem problemas de conduta e hiperatividade. E essas associações permaneciam significativas considerando fatores como privação social, status marital dos pais, obesidade, doenças crônicas e níveis de atividades físicas.
Publicados nesta semana na revista científica Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine, os resultados indicaram, ainda, que 40% das crianças tinham níveis muito altos de exposição à fumaça do cigarro, principalmente dentro de casa, e mais frequentemente em vizinhanças com menor renda. E aqueles com maiores níveis de exposição ao fumo passivo tinham quase três vezes mais chances de terem problemas de saúde mental.
“A medida objetiva da exposição ao tabagismo passivo foi associada com pior saúde mental entre as crianças”, escreveram os autores. “As associações mais fortes com os níveis de cotinina emergiram em transtornos de hiperatividade e conduta”, concluíram os pesquisadores.