sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Tratamento de canal sem dor é possível com técnica intraóssea

Tratamento de canal sem dor
O tratamento dentário de canal ou endodôntico não precisa mais ser tão doloroso quando há uma inflamação no dente.
Uma pesquisa realizada no Centro de Saúde da Comunidade (Cecom) da Unicamp testou a técnica intraóssea em 60 pacientes com inflamação pulpar em molares inferiores, que são os dentes mais difíceis de serem anestesiados.
Utilizar a técnica anestésica intraóssea garantiu o controle total de dor em 96,8% dos pacientes.
Ou seja, o método propiciou um tratamento livre do incômodo das dores tão temidas pelos pacientes, uma vez que as técnicas tradicionais alcançam, apenas, em torno de 60% de eficácia.
Técnica desconhecida
O endodontista Leandro Augusto Pinto Pereira já utilizava a técnica há vários anos em seu consultório com resultados positivos. Agora, ele quis levar a prática para o crivo científico.
Segundo ele, a ideia é divulgar o procedimento no Brasil, ainda pouco conhecido entre os profissionais da área, mesmo tendo sido criado em 1932.
"Os profissionais não conhecem a técnica, e entre aqueles que a conhecem, existe a ideia de que o procedimento é mais invasivo do que o método tradicional de se injetar o medicamento no tecido mole do local a ser tratado", explica Pereira, que contou com a orientação do professor José Ranali.
Técnica intraóssea
A técnica intraóssea consiste em realizar uma pequena perfuração - do calibre de uma agulha - no osso adjacente ao dente a ser tratado.
Para isso, inicialmente é realizada uma anestesia no local e, na sequência, após realizar a perfuração, injeta-se a solução anestésica próxima às raízes do dente inflamado.
Uma conduta comum adotada em consultórios odontológicos para o tratamento endodôntico é a prescrição de antibiótico e/ou anti-inflamatórios prévios ao tratamento para "desinflamar" o dente e, então, proceder ao tratamento do canal. Para Pereira, esta forma de se tratar o canal deve mudar.
"Não existe nenhum suporte científico que mostre uma melhor eficácia anestésica com a administração prévia de antibióticos para minimizar a dor durante o procedimento. Pelo contrário, na presença da chamada dor de dente, a intervenção clínica é primordial e deve ser feita de forma imediata. A administração de medicamentos, quando necessária, deve ser coadjuvante no controle da dor pós-operatória", explica.
Contra-indicações
O endodontista alerta que a técnica não é recomendada para pacientes que possuem algum tipo de problema cardiovascular, uma vez que pode resultar em aumento da frequência cardíaca. Esta seria uma segunda escolha para a anestesia em pacientes cardiopatas.
No entanto, na pesquisa a injeção lenta da solução anestésica, associada ao pequeno volume necessário para anestesia, não levou a nenhum efeito cardiovascular indesejável.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Terapia genética alivia sintomas de Alzheimer

Comunicação entre células
Uma técnica de terapia genética criada para melhorar problemas de memória associados ao Mal de Alzheimer foi testada com sucesso em ratos, dizem cientistas norte-americanos.
Os especialistas usaram a técnica para aumentar níveis de uma substância química que auxilia a comunicação entre células do cérebro, explica um artigo publicado na revista científica Nature.
Esse processo de envio de sinais entre as células é prejudicado em pacientes com o Mal de Alzheimer.
Segundo a entidade britânica Alzheimer's Research Trust, que fomenta pesquisas sobre a doença, o novo estudo acrescenta uma peça importante ao conhecimento que se tem sobre a sobre a doença e sugere novas rotas de pesquisa.
Amilóide
Com o aumento na expectativa de vida da população de muitos países do planeta, a incidência do Mal de Alzheimer e de outras formas de demência deve crescer.
A equipe de pesquisadores do Gladstone Institute of Neurological Disease, em San Francisco, na Califórnia, acredita que um aumento nos índices do neurotransmissor EphB2 no cérebro possa ajudar a reduzir ou mesmo prevenir alguns dos piores efeitos da condição.
Seu estudo sugere que a substância cumpre um papel importante na memória e que sua presença é reduzida em pacientes com o Mal de Alzheimer.
Uma das características mais marcantes dos cérebros afetados pela condição é o acúmulo de placas de uma proteína chamada amilóide. Com o passar do tempo, isso leva à morte das células do cérebro.
Recentemente, um outro grupo de cientistas demonstrou que essa proteína ligada ao Alzheimer pode viajar para o cérebro, levantando a possibilidade de que a doença possa se originar em outra parte do corpo e migrar para o cérebro.
Terapia genética
A equipe baseou seu experimento em uma particularidade da proteína amilóide: sua suposta habilidade de se acoplar ao neurotransmissor EphB2, reduzindo a quantidade da substância disponível para as células do cérebro, o que poderia em parte explicar a perda de memória nos pacientes.
Para testar essa ideia, eles usaram técnicas de terapia genética para reduzir e também para aumentar a quantidade de EphB2 disponíveis nos cérebros de ratos de laboratório.
Quando os índices da substância foram reduzidos em ratos saudáveis, os animais desenvolveram sintomas de perda de memória similares àqueles observados em ratos programados geneticamente para apresentar uma condição similar ao Mal de Alzheimer.
E quando os ratos com sintomas de Alzheimer receberam terapia genética que aumentou os índices de EphB2, seus sintomas de perda de memória desapareceram.
Lennart Mucke, líder do estudo, disse que sua equipe ficou "encantada" com a descoberta.
"Com base nos nossos resultados, achamos que impedir as proteínas amilóides de se acoplarem ao EphB2 e aumentar os índices de EphB2 ou de (suas) funções por meio de drogas pode ser benéfico a (pacientes com) Mal de Alzheimer", disse Mucke.
Resposta lenta
Pesquisadores britânicos disseram que o estudo, embora interessante, não oferece uma resposta rápida para pacientes com Alzheimer.
Rebecca Wood, diretora do Alzheimer's Research Trust, disse que o cérebro humano é complexo, e entender como ele funciona e como é danificado por doenças como o Mal de Alzheimer é uma tarefa gigantesca.
O estudo "indica uma forma de fazer com que as células nervosas do cérebro continuem se comunicando, o que é vital para o pensamento e a memória".
Mas ela acrescentou: "Não sabemos ainda se essas descobertas vão levar a um novo tratamento para o Mal de Alzheimer - isso ainda vai demorar".

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

ENCARTE DO MÊS - NO NOSSO ANIVERSÁRIO, QUEM GANHA É VOCÊ!!












sábado, 27 de novembro de 2010

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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Novas regras para antibióticos entram em vigor


As novas regras para venda de antibióticos entram em vigor neste domingo (28/11). A partir desta data, as farmácias e drogarias de todo o país só poderão vender esses medicamentos mediante receita de controle especial em duas vias. A primeira via ficará retida no estabelecimento farmacêutico e a segunda deverá ser devolvida ao paciente com carimbo para comprovar o atendimento.
As receitas também terão um novo prazo de validade, de dez dias, devido às especificidades dos mecanismos de ação dos antimicrobianos.  Os prescritores devem estar atentos para a necessidade de entregar, de forma legível e sem rasuras, duas vias do receituário aos pacientes.
As medidas valem para mais de 90 substâncias antimicrobianas, que abrangem todos os antibióticos com registro no país, com exceção dos que tem uso exclusivo no ambiente hospitalar. O objetivo da Anvisa, ao ampliar o controle sobre esses produtos, é contribuir para a redução da resistência bacteriana na comunidade.
Outras mudanças
As embalagens e bulas também terão que mudar e incluir a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA - SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA”. As empresas terão 180 dias para fazer as adequações de rotulagem.
Todas as prescrições deverão, ainda, ser escrituradas, ou seja, ter suas movimentações registradas no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC). O prazo para que as farmácias iniciem esse registro e concluam a adesão ao sistema também é de 180 dias, a partir da data de publicação da resolução (28/10).
Dados
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que mais de 50% das prescrições de antibióticos no mundo são inadequadas. Só no Brasil, o comércio de antibióticos movimentou, em 2009, cerca de R$ 1,6 bilhão, segundo relatório do instituto IMS Health.
Fonte: Anvisa

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

ENCARTE DO MÊS - NO NOSSO ANIVERSÁRIO, QUEM GANHA É VOCÊ!!













Pediatria preventiva pode evitar doenças na idade adulta

99 anos saudáveis
Prevenir doenças crônicas no adulto desde sua vida intrauterina.
Essa nova visão da medicina, denominada Origens Desenvolvimentistas da Saúde e da Doença, já é exercida em cerca de 1.600 crianças do Instituto da Criança, ligado ao Hospital da Clínicas da USP (FMUSP).
O atendimento é feito no Centro de Saúde-Escola Samuel Pessoa, da FMUSP, por meio de um trabalho experimental da Disciplina de Pediatria Preventiva e Social, chefiada pela professora Sandra Grisi.
As doenças crônicas degenerativas, como diabetes, hipertensão, obesidade e colesterol, podem ser evitadas no adulto se um acompanhamento médico preventivo for feito na infância.
"A prevenção deve começar na pediatria", afirma a doutora Ana Maria Escobar, pediatra do ICr também à frente da disciplina. O objetivo de uma atenção médica desde o nascimento é aumentar a expectativa de vida e, ao mesmo tempo, melhorar a qualidade de vida na fase adulta. "Queremos que a pessoa viva até os 99 anos de forma saudável", completa.
Pediatria preventiva
A nova forma de encarar a pediatria é recente na história da medicina. Os primeiros estudos na área aconteceram na década de 1970.
"A partir daí, inúmeras pesquisas constataram que as próprias condições de vida intrauterina da criança influenciam nas chances de ela desenvolver doenças crônicas futuras", declara a doutora Ana Maria.
Ela explica que uma restrição de crescimento na barriga da mãe, em função do fumo, por exemplo, faz com que o bebê nasça com baixo peso e eleva as chances de desenvolver doenças na vida adulta.
Porém, não são apenas fatores ambientais, como o fumo durante a gestação ou uma má alimentação, que aumentam o risco de doenças, mas também fatores genéticos.
Por isso, para exercer a pediatria preventiva, deve ser verificada a predisposição da criança às doenças e aos fatores de risco aos quais está submetida.
Acompanhamento da criança
No Centro de Saúde-Escola Samuel Pessoa, as crianças são observadas não apenas dentro dos parâmetros habituais para a faixa etária, como acompanhamento do crescimento e do peso.
Também são consideradas as características ambientais e familiares, desde o desenvolvimento individual e histórico de gravidez da mãe até os problemas de saúde frequentes na família.
"A criança já possui, antes de completar um mês de vida, uma ficha completa onde consta todos os dados de sua família e histórico de doenças. Com isso temos um panorama de quem é a criança e assim conseguimos saber quais são seus fatores de risco e com o que temos que nos preocupar", conta Ana Maria, que enfatiza: "E tudo é feito dentro de uma rotina normal de consultas médicas."
Colesterol alto na infância
Se detectados fatores de risco que indiquem fortes chances do desenvolvimento de colesterol, por exemplo, já com dois anos a criança pode ter seu sangue colhido e a doença, se constatada, pode ser controlada. Das crianças que participam do programa experimental, 20 apresentam colesterol alto com menos de cinco anos de idade.
"Com uma intervenção precoce pudemos descobrir a doença e não vamos deixar que a artéria dessa criança entupa. Assim ela chegará na fase adulta com a doença controlada", assinala a pediatra.
Nos dias 25 e 26 de novembro, um simpósio internacional sobre o tema acontece no Hotel Intercontinental, em São Paulo. O evento, denominadoDevelopmental Origins of Health and Disease (DOHaD) Brasil, tem como objetivo ressaltar as influências das experiências no início do ciclo vital (nutricionais, ambientais, etc) sobre a saúde.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

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sábado, 20 de novembro de 2010

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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Estudo mostra uso correto de cadeirinha para crianças em carros

Uso correto da cadeirinha
Mesmo com os insistentes apelos para o uso dos assentos infantis nos automóveis, tornados obrigatórios pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), esses dispositivos de segurança ainda são pouco empregados no Brasil.
Desde 2008, programas educacionais vêm conscientizando a população sobre o valor das cadeirinhas ou assentos elevatórios para crianças com até sete anos e meio de idade, por conta de sua segurança.
Uma pesquisa de doutorado, defendida na Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp, enfatiza que não basta a sua adoção pura e simples.
É preciso utilizá-la adequadamente.
Escolha da cadeirinha
A conclusão do estudo, alerta a fisioterapeuta Maria de Castro Monteiro Loffredo, é que os pais ou responsáveis precisam estar atentos para a compra do modelo correto de dispositivo.
Do contrário, se as crianças estiverem usando assentos acima da sua idade ou abaixo do recomendado, elas poderão sofrer graves lesões.
O estudo teve início em 2006, sob orientação do professor Celso Arruda, e foi desenvolvido em colaboração com o Instituto de Transporte da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.
Carros mal projetados
Loffredo não tinha se convencida de que a falta de adesão aos assentos no país seria um mero capricho. A fisioterapeuta desconfiou que poderia haver algo com o quesito conforto que inviabilizasse a sua adoção.
Esta foi uma das primeiras questões que lhe saltou à vista. Segundo a pesquisadora, com o decorrer da pesquisa, ficou óbvio que o carro não tinha sido projetado pensando no transporte das crianças, como um recurso para segurá-las no veículo.
"Os próprios cintos de segurança são idealizados exclusivamente para adultos", menciona. "Hoje, contudo, já se estuda uma adaptação, o que será um grande avanço."
Além disso, relata, o que poucas pessoas imaginam é que, quando a criança vai se tornando mais velha, começa a perceber que o seu assento é diferente do banco do adulto. É assim que ela não vê mais razão para usar o seu porque, afinal de contas, já está ficando grande.
No momento, existe nas montadoras do setor automobilístico uma grande preocupação em se criar um assento cada vez mais ergonômico, mas para o adulto. Por que a mesma preocupação não se estende também às crianças?, inquire Loffredo.
Segurança e conforto
A pesquisadora ponderou alguns pontos para sondar, mediante um método específico de análise, o conforto e a segurança do assento infantil. A fisioterapeuta desenvolveu um método avaliando alguns tipos de assentos infantis existentes no mercado brasileiro, que contemplam cada fase da estatura da criança.
Dessa forma, os assentos infantis são divididos em grupos de massa, que são o bebê conforto, a cadeirinha e o assento de elevação (booster) com e sem assento de costas. A fisioterapeuta optou por analisar as cadeirinhas e os boosters.
Para estudar o nível de segurança, um critério de avaliação foi desenvolvido e relacionou o local de passagem das tiras e a posição anatômica por onde elas passam na criança. Nesse método, Loffredo identificou os pontos que seriam ótimos para a sua passagem, garantindo ótimo nível de segurança para as crianças no caso de acidente. Assim, a avaliação focou estes pontos em diferentes assentos. Se a tira não estava passando no ponto anatômico de referência, então era possível ocasionar lesões, constata.
Para a pesquisadora, a dúvida das mães é de certa forma comum quando chega a hora de posicionar corretamente o filho no carro. Mas isso pode ser perfeitamente solucionado com uma simples inspeção dos pontos de passagem das tiras, feita em comparação com os lugares que seriam os adequados.
Instalação da cadeirinha


Com relação às cadeirinhas, as tiras podem ser posicionadas de diferentes modos, posto que o próprio dispositivo fornece esta opção. Para a tira que passa no ombro, o manual mostra até três opções de posicionamento, isso porque este dispositivo é empregado por crianças de um a quatro anos.
Conforme as crianças vão crescendo, as tiras têm que ir acompanhando a altura do ombro delas. Se o responsável estiver desatento e não mudar as tiras, alguns ensaios comprovaram que o impacto poderá ocasionar sérias lesões de cabeça, além de provocar um grande desconforto para a criança.
No caso do assento de elevação, as crianças usam o cinto de segurança do próprio carro. Este dispositivo voga para crianças de cinco a sete anos e meio de idade ou com altura até 1,35 metro.
Nesse caso, a tira de ombro tem, como ponto de referência no corpo da criança, o ponto de encontro das clavículas. A tira não deve pegar esta região. Ela teria que ficar situada entre o pescoço e o ombro da criança. Assim, no caso de um impacto, a tira estaria longe da traqueia e de provocar uma lesão.
Já a tira abdominal, se ela estiver passando muito acima do abdômen, com o impacto poderá causar lesões nesta região. "A referência deve ser o osso do quadril, que serve de âncora e não permite que a criança escorregue, prejudicando os órgãos internos."
A tira abdominal, quanto mais baixa, melhor. É isso que o booster faz com a criança quando ela é pequena: ele a eleva, ajudando a posicionar a tira abdominal, de forma que ela fique bem abaixo, tendo como referência as partes mais proeminentes do osso do quadril, ou seja, as espinhas ilíacas ântero-superiores.
No estudo realizado, a fisioterapeuta constatou que muitas lesões ocorreram por causa do uso incorreto dos assentos, as quais poderiam ter sido evitadas se essas simples atitudes fossem tomadas. "Tais situações podem resultar em lesão abdominal e de coluna vertebral, dentre as mais comuns", acentua.
Erros mais comuns
Um erro bastante comum em relação ao uso dos assentos infantis, pontua Loffredo, é que, mesmo sabendo que todas as crianças têm que usar a cadeirinha, os pais infelizmente prosseguem não conseguindo diferenciar um modelo do outro.
Um típico caso de uso incorreto é a graduação prematura do assento, ou seja, a criança usa uma cadeirinha que é designada para um grupo maior de crianças, "ao passo que deveria ser usada de acordo com a sua faixa etária ou peso."
Os pais, muitas vezes, colocam a criança em assentos quando ela ainda tem idade para usar a cadeirinha. Isso provavelmente irá ocasionar o posicionamento incorreto das tiras, passando pelo pescoço e abdômen. Como resposta, a criança tende a colocar a tira de ombro atrás das costas, o que é altamente perigoso para ela no caso de impacto.
Outro erro frequente consiste em deslocar a tira do ombro e a criança ficar presa apenas pelo abdômen, quando ela usa as cadeirinhas. Esta é uma situação demasiadamente preocupante. É que o sistema de cinco pontos, sistema de tiras usado nas cadeirinhas, segue parâmetros objetivos de segurança, isso porque a criança até quatro anos possui estruturas ósseas muito frágeis. A sua cabeça é grande em relação ao corpo e também pesa mais. Quando ocorre um impacto, a cabeça é projetada. "Por isso usamos duas tiras no ombro para segurar mais o tronco e a cabeça, que são as partes mais frágeis do corpo da criança", revela.
Regulagem da cadeirinha
No estudo, a pesquisadora notou que realmente em algumas situações as tiras incomodam as crianças, razão por não quererem permanecer nas cadeirinhas. Se a graduação de altura das tiras estiver incoerente com a altura do ombro da criança, por exemplo tiras posicionadas muito abaixo da altura do ombro, ela terá mesmo um certo incômodo.
"Então é necessário regular o dispositivo, colocando a tira na graduação acima da onde estava posicionada", ensina. No caso particular das cadeirinhas, as tiras do ombro necessitam estar no mesmo nível do ombro das crianças, pois, em caso negativo, a criança vai se sentir desconfortável e desprezar as tiras.
Na avaliação de Loffredo, as cadeirinhas devem considerar os aspectos anatômicos das crianças de diferentes faixas etárias para ser desenvolvido um design perfeito. "Embora os manuais expliquem detalhadamente como usá-las, no caso de dúvidas sobre o uso e fixação no carro, os pais devem sempre procurar o local de aquisição da cadeirinha para eventuais esclarecimentos."
A fisioterapeuta relata que os acidentes de trânsito representam a maior causa de mortalidade em crianças de cinco a nove anos de idade no Brasil e aproximadamente dez mil crianças sofrem algum tipo de morbidade por ano no Brasil, estando entre os dez países que possuem maior número de mortes no trânsito. É importante ainda ressaltar que os acidentes de trânsito são uma causa evitável de morte e por isso Loffredo salienta que as leis e os regulamentos sobre a segurança veicular devem ser seriamente respeitados.