terça-feira, 26 de abril de 2011

Banho quente em dias frios pode fazer mal ao coração

Em dias muito frios, nada como um banho quente de banheira para relaxar, certo? Errado. Ao menos, esta foi a descoberta de cientistas japoneses da Kyoto Prefectural University, que constataram que banhos quentes em dias gelados podem ser prejudiciais à saúde do coração, como divulgado no jornal britânico Daily Mail nesta segunda-feira (25).
Os cientistas analisaram 11 mil casos de ataques cardíacos acontecidos na cidade de Osaka entre 2005 e 2007 e notaram que aconteciam 54 novos casos a cada dez milhões de pessoas, enquanto nos exercícios físicos, os números eram de apenas dez casos a cada dez milhões de pessoas.
Os pesquisadores ainda não têm explicações precisas sobre o que acontece com o coração, mas disseram acreditar que a queda rápida da pressão quando emergimos na banheira quente pode estressar o coração. "Aquecer o banheiro antes de entrar na água pode ser uma das formas preventivas de cuidar do coração", sugeriu Chika Nishiyama, líder da pesquisa.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Especialistas alertam: uso de repelente em crianças deve ser moderado

CLARISSA MELLO
Coça daqui, coça de lá. Quando o assunto é mosquito, não há pai e mãe que não fiquem preocupados com possíveis picadas em seus rebentos. Mas o pior não é só a coceira. O medo das doenças transmitidas pelos insetos, como a dengue, faz com que eles encham os filhos com repelentes.
Especialistas alertam: não é todo produto que pode ser usado em crianças. Além disso, o uso em excesso pode irritar a pele dos pequenos e até causar problemas mais graves."Primeiro é preciso saber que tipo de substância está sendo aplicada. A mais comum é a D.E.E.T (dietiltoloamida), presente na maioria dos repelentes que estão no mercado. Essa substância é tóxica e, por isso, deve ser usada com cautela. Em crianças, por exemplo, a concentração não deve ultrapassar 10%", explica a dermatologista especializada em Pediatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Lucia Mandel.
Segundo a profissional, os pais precisam ficar atentos aos rótulos dos produtos. Apesar de ainda não estar valendo a determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que obriga que embalagens tenham informações como concentração, forma de uso e tempo de reaplicação, algumas empresas já começaram a incluir os dados.
"Quanto mais concentrado, maior a duração. Repelente infantil não dura mais do que duas horas na pele", ensina a presidente do Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, Kerstin Abagge.
Mas engana-se quem pensa que a solução é reaplicar o produto toda hora. Ao contrário: o ideal é limitar em até três vezes por dia. E só utilizar sob orientação médica.
"Levei ao pediatra, que me indicou o produto adequado", conta Daniela Chaves, mãe de Pedro Annibal, 3 anos. No Colégio Palas, Tijuca, onde ele estuda, os cuidados não são esquecidos. "Pedimos aos pais que mandem os repelentes e passamos nas crianças até duas vezes ao dia, dependendo de quantas horas passam na escola", diz a coordenadora Vânia Ferreira.
A cada idade
Segundo a presidente do Comitê de Dermatologia da Sociedade de Pediatria do Estado do RJ, Ana Mósca, pais devem estar atentos a algumas especificações antes de usar repelente nos pequenos. Confira.
0 a 6 meses
Não deve ser usado repelente. Isole a pele com óleo infantil, que ajuda a evitar que o mosquito identifique o cheiro do suor do bebê. O ideal é deixar a pele oleosa. Use telas de proteção na janela e mantenha ambientes fechados.
6 meses a 2 anos
O ideal é continuar evitando o repelente. Se houver necessidade, prefira usar o produto na roupa da criança antes de vestí-la. Nesse caso, opte por repelentes à base de termetrina, menos tóxico do que o D.E.E.T.
2 a 7 anos
Use repelentes com moderação. A concentração deve ser menor do que 10% e o produto só deve ser utilizado em áreas expostas do corpo. O ideal é usar ao entardecer, quando há maior circulação de mosquitos. Aconselha-se no máximo duas vezes por dia.
7 a 12 anos
Ainda deve ser usado o tipo infantil, mas o uso já é mais liberado. Use até três vezes por dia somente nas áreas expostas do corpo.
A partir dos 12 anos
Pode ser usado o repelente comum, para adultos. O uso também deve ser de três vezes ao dia no máximo.
Outras dicas
Não passe repelente na palma da mão da criança, que pode levar o produto à boca. Não use por baixo da roupa. Uso em excesso pode causar alergia, vômito, tontura e dor de cabeça. Concentração de 10%: efeito dura até duas horas; 20%, quatro horas.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Mortalidade infantil: diarreia é a segunda maior causa

A diarreia é a segunda maior causa de morte em crianças de até cinco anos no mundo, perdendo apenas para a pneumonia. Segundo informações publicadas no jornal Folha de S. Paulo desta quarta-feira (20), estima-se que o rotavírus seja responsável por cerca de um terço dos casos de diarreia.
O rotavírus é perigoso porque ataca as mucosas do intestino, impedindo a absorção do líquido. Se a doença não for tratada, a desidratação acaba provocando uma perda drástica de nutrientes, o que pode ser fatal.
A doença pode atingir também os adultos, mas neles os casos são menos graves. No Brasil, desde 2006, a vacina contra o rotavírus faz parte do programa nacional de vacinação. Porém, após a infecção, a medida mais indicada é procurar um médico e hidratar a criança.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Emagrecer comendo mais: conheça a dieta volumétrica

Quem vive de dieta já está cansado de experimentar as mais diferentes novidades da área e acabar sempre com a mesma sensação: mau humor e fome. Pensando em resolver este problema, a nutricionista americana Barbara Rolls apoiou-se em uma série de pesquisas e, como resultado, publicou o livro "A dieta volumétrica - Perca peso comendo mais", lançado pela Editora Best Seller em março de 2011. Depois da análise, Barbara concluiu que sim, é possível diminuir o manequim sem passar fome.
A base da dieta é bem simples, apoiada essencialmente na inclusão de uma quantidade maior de água e fibras na alimentação. Mas engana-se quem pensa que beber água é a chave para a diminuição do apetite. Na verdade, Barbara sugere que as pessoas façam escolhas inteligentes à mesa e passem a incluir no menu alimentos ricos nestes dois componentes - o que, segundo ela, traz a sensação de saciedade com calorias reduzidas.
Por isso, a dieta volumétrica prioriza alimentos como frutas, grãos cozidos, vegetais, carnes magras, aves, peixes e feijões; e exclui as opções ricas em gordura, como batata frita, ou alimentos muito secos, como biscoito tipo cracker.
Prós e contras
Para Elaine de Pádua, nutricionista do ambulatório da Saúde da Mulher da Unifesp, um dos pontos positivos da dieta é que, diferente das tradicionais, ela prioriza o volume satisfatório, uma vez que alimentos ricos em água e fibras saciam por mais tempo. "Consequentemente, a pessoa come menos, e os alimentos não são tão calóricos. Quando a pessoa se sente saciada, não vai atacar uma barra de chocolate com compulsão, que é o grande problema das dietas restritivas", ela explica.
Por outro lado, a especialista alerta que a pessoa que deseja investir nessa dieta tem que ter muita disciplina, e, além disso, gostar de variedade: "Quem optar pela volumétrica tem que gostar de vários tipos de legumes e frutas, para não cair na monotonia. Como é uma dieta que prioriza muito os alimentos naturais, ela também pode ser um pouco mais trabalhosa."
Já a nutricionista Roberta Elisa Ribeiro Guerreiro, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, não concorda muito com o mote da dieta - "Perca peso comendo mais": "Lendo o slogan sem conhecer a dieta, a pessoa pode entender que pode comer qualquer alimento em qualquer quantidade e que mesmo assim, perderá peso e isso não é verdade, além de trazer danos à saúde", ela reforça.
Para Roberta, a dieta é prática porque não exige contas muito elaboradas, mas apresenta restrição drástica de alguns alimentos mais calóricos: "O correto seria o consumo consciente e adequado destes alimentos. Um exemplo de alimento que pela dieta volumétrica seria excluído é o azeite, que apresenta uma alta densidade energética, mas é altamente benéfico à saúde", afirma.
Segundo Roberta, a dieta não é recomendável para quem deseja melhorar a alimentação com equilíbrio: "Cada pessoa tem uma necessidade específica de nutrientes e as dietas em geral não atendem estas necessidades", ela observa.
A nutricionista Elaine, no entanto, acredita que a dieta volumétrica é uma opção saudável, não sendo indicada apenas para idosos ou pessoas com histórico de anemia: "Como a volumétrica inclui o aumento de fibras, isso pode interferir de forma negativa na absorção de alguns minerais, como o ferro, no caso das pessoas anêmicas, ou o cálcio, necessário para a saúde óssea dos idosos."
Dieta restritiva x Dieta volumétrica 
Elaine reforça que a volumétrica é mais eficaz do que as dietas restritivas, que são pautadas pelo cálculo metabólico basal, ou seja, quanto o indivíduo gasta em repouso versus quanto ele deve consumir. "Como o corpo passa a receber menos calorias, as células ficam mais econômicas e passam a estocar energia. Com isso, o metabolismo desacelera e aí vem o acúmulo de gordura. O gasto energético acaba sendo influenciado por uma quantidade limitada de alimentos."
Ela avalia que a perda de peso varia muito de acordo com o organismo mas que, de um modo geral, a pessoa que seguir a dieta volumétrica à risca poderá perder até um quilo por semana, totalizando quatro ao final do mês: "Perder um quilo por semana está de bom tamanho. As pessoas se encantam com essas dietas que prometem a diminuição de até dez quilos, mas elas se esquecem que a perda de peso também significa perda de massa magra e, com isso, o gasto de energia acaba caindo também", finaliza.
Escolhas inteligentes, sabor garantido
A nutricionista Barbara deixa claro no livro a questão das escolhas alimentares, tanto na quantidade quanto na qualidade dos pratos que vão pra mesa. Como a ideia é inserir alimentos com volume de água mais elevado, ela sugere que a pessoa sempre troque os secos pelos mais úmidos, o que ela chama de "refeições mais volumétricas".
Ensopados, cozidos, sobremesas à base de frutas e massas com vegetais são algumas delas, sempre com foco na redução da gordura e no aumento de água e fibras. Como fonte de inspiração, o Terra selecionou uma dica de almoço sugerida pelo livro.
Receita da dieta
Batata assada com brócolis e queijo
Batata assada: cubra 1 batata assada com 1 colher (chá) de manteiga (ou margarina em tablete, macia), 1 xícara de brócolis levemente cozidos (no microondas por 2-3 minutos) e ¼ de xícara (30gr) de queijo cheddar com redução de gordura.
Salada mista: combine duas xícaras de alface, ¼ de xícara de pepino fatiado e ¼ de xícara de cenoura ralada. Regue com 2 colheres (sopa) de vinagrete de tomate e ervas, molho Ranch cremoso de pepino ou cerca de 40 calorias de um molho para salada industrializado.
Cerca de 40 calorias de frutas: ¾ de xícara de framboesas, 1 pêssego, 1 ameixa ou 1 xícara de morangos.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Comer peixe na gravidez reduz riscos de depressão pós-parto

Pesquisadores da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, descobriram que gestantes que ingerem peixes gordurosos como o salmão, ricos em ômega 3, reduziram as chances de desenvolver depressão pós-parto, como divulgou o jornal Daily Mail nesta quarta-feira (13).
O estudo acompanhou 52 gestantes, sendo que metade consumiu placebo e a outra metade recebeu cápsulas de ômega 3 cinco vezes na semana, a partir da 24ª semana de gravidez. Após o nascimento da criança, as que ingeriram o ômega 3 se saíram melhor ao responder um questionário desenvolvido para identificar os sintomas da depressão pós-parto.
A depressão pós-parto afeta cerca de 13% das novas mães e o ômega 3 teria a capacidade de proteger a saúde mental das mulheres. Todavia, a ingestão excessiva de peixes gordurosos durante a gestação pode prejudicar o desenvolvimento do bebê, sendo, portanto, necessário o equilíbrio na dieta. "O consumo deve ser obtido com o consumo de alimentos para poder atingir o potencial de reduzir os sintomas da depressão", contou a pesquisadora Michelle Price Judge.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Estudo mostra que mães jovens tendem a descuidar da saúde

Um estudo divulgado pela CNNnesta segunda-feira (11) sugeriu que mães jovens acabam descuidando da própria saúde para dedicarem-se com mais afinco ao bebê.
A pesquisa, realizada por cientistas da Universidade de Minnesota, acompanhou 1500 jovens de até 25 anos, de etnias e grupos socioeconômicos variados, e concluiu que aqueles que não têm filhos se exercitam mais do que os que já são pais. As mães ainda apresentaram Índice de Massa Corpórea (IMC) muito acima do que as colegas sem filhos, devido aos hábitos pouco saudáveis que adotaram após o nascimento da criança, com aumento no consumo de gorduras saturadas e bebidas açucaradas (refrigerantes e energéticos) e decréscimo na ingestão de verduras como brócolis e espinafre. De acordo com o estudo, esta diferença não foi tão significativa entre os homens.
Jesica Berge, líder da pesquisa, nos Estados Unidos, disse que as mães acabam tendo pouco tempo para preparar refeições saudáveis para si por priorizarem a criança, optando, assim, por pratos rápidos e processados: "a demanda de coisas a fazer é tão grande que elas sacrificam a alimentação saudável para ganhar tempo e acabam preparando alimentos ricos em gordura", explicou.
A pesquisadora descobriu ainda que as mães jovens tentam se alimentar de maneira adequada e consomem tantas frutas, grãos, fibras e cálcio quanto as mulheres da mesma idade que ainda não têm filhos e os primeiros meses na companhia do bebê são os que mais apresentam riscos à saúde dos jovens adultos, pois "é uma fase nova, na qual eles estão aprendendo a ser pais e ainda passam pela adaptação de deixarem de ser apenas filhos para tornarem-se responsáveis pelo bebê e por si mesmos, precisando encontrar o equilíbrio ideal", justificou Jesica.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Criado primeiro padrão brasileiro para peso de bebês

Padrão de peso de bebês
Acaba de ser criado o primeiro padrão de peso ao nascimento de acordo com a idade gestacional, específico para aplicação no Brasil.
Fruto de um trabalho de parceria entre a engenharia e a medicina, a pesquisa analisou cerca de 8 milhões de dados referentes a partos de nascidos vivos.
É o maior estudo desse tipo já realizado no mundo e o primeiro com dados colhidos em todo o Brasil.
O estudo foi desenvolvido por Carlos Pedreira (UFRJ/Coppe) em conjunto com Elaine Sobral da Costa e Sylvia Porto, do (Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira), e Francisco Carlos Pinto, da Universidade Federal Fluminense.
A pesquisa completa será publicada em junho de 2011 nos Anais da Academia Brasileira de Ciências.
Peso para idade gestacional
O principal resultado do trabalho em breve estará disponível para médicos de todo o país: são gráficos e tabelas que ajudarão pediatras e neonatologistas a identificar se uma criança nasceu com o peso adequado para a idade gestacional correspondente.
Essa relação indica se a gravidez foi saudável, possibilita o prognóstico de doenças e agiliza o início do tratamento, sobretudo no caso de bebês prematuros - que em geral nascem abaixo do peso e, por isso, carecem de mais cuidados e atenção.
Confiantes no impacto social de seu trabalho, os pesquisadores esperam que, a partir da publicação do trabalho, e com a colaboração da Sociedade Brasileira de Pediatria e do Ministério da Saúde, as tabelas e gráficos venham a se tornar a referência nacional para a relação peso por idade gestacional.
Partos prematuros
Segundo o Ministério da Saúde, em média 6,6% dos bebês nascidos vivos são prematuros, por causa de complicações durante a gravidez. No mundo todo, 1.500 mães morrem diariamente pela mesma razão, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Até o momento, as tabelas utilizadas pelos médicos para acompanhar o crescimento intrauterino e avaliar o peso do bebê ao nascer se baseiam em curvas de crescimento produzidas em outros países ou, quando muito, numa pesquisa brasileira de 1995, que analisou apenas 4,4 mil casos, todos em Brasília.
Ao trabalhar com os dados de 8 milhões de casos, recolhidos em todo o território nacional, o novo estudo reflete efetivamente a realidade dos nascidos no Brasil.
Tratamento precoce
Segundo a médica Sylvia Porto, a hipertensão arterial materna é o problema mais comum relacionado a partos prematuros, podendo exigir uma intervenção médica - no caso, um parto por cesariana antes do tempo normal de gestação - para não colocar em risco a vida da mãe ou a da criança.
Fatores externos, como fumo e bebida durante a gestação, também contribuem para o nascimento prematuro de crianças.
Os bebês com baixo peso - que é o quadro de todo nascido-vivo prematuramente - são sujeitos a diversas doenças, que podem se iniciar no nascimento e deixar seqüelas futuras, explica a médica.
"Identificar se o peso e o tamanho de um recém-nascido estão dentro da normalidade é importante para prognosticar doenças e iniciar o tratamento o mais cedo possível", diz ela.
Genética brasileira
Padrões desenvolvidos especificamente para uso no Brasil são necessários porque, como explica Sylvia Porto, as pesquisas internacionais ou com poucos casos analisados não refletem com precisão as características genéticas da população brasileira.
Para os padrões norte-americanos, os recém-nascidos brasileiros seriam considerados menores que o tamanho ideal, mas segundo os padrões brasileiros, não.
O estudo tem ainda a vantagem de ser o mais amplo realizado no mundo até agora. Antes disso, o levantamento mais abrangente foi feito nos Estados Unidos na década de 60 e se baseou em dados de cerca de 3 milhões de nascimentos. Os dados relativos aos 8 milhões de nascimentos do levantamento brasileiro, fornecidos pelo SUS, foram referem-se a maternidades de todos os estados brasileiros no período 2003-2005.
Reunir tal volume de dados e transformá-los em informações úteis, excluir possíveis erros e gerar uma curva que represente todo esse processo não é trabalho fácil. Só para formatar os dados foram necessários cerca de seis meses. Programas de análise de dados específicos foram escritos para eliminar erros das informações originais e facilitar as interpretações médicas.
Segundo Carlos Pedreira, da Coppe, os principais problemas encontrados durante esse processo foram erros de dados: "Desenvolvemos programas que filtravam os casos absurdos, como o de crianças nascidas com 16 kg ou com 160 gramas. Neste ponto, os parceiros médicos tiveram papel fundamental para garantir coerência aos resultados", diz ele.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Primeiros passos do bebê: como evitar contaminação de vírus

Um dos momentos mais engraçadinhos na vida dos papais é quando o bebê começa a engatinhare a dar os primeiros passos. Curioso, ele coloca os pezinhos no chão e usa as mãos e a boca para explorar o mundo.
Mas apesar de ser uma cena bem fofa de se ver, nesta fase os pequeninos ficam expostos a uma série de microrganismos, entre fungos, vírus e ácaros.
Eles podem causar doenças como sapinho, estomatite, micose e alergias. Quanto mais cedo elas forem diagnosticadas, mais rápido o incômodo passa!
Segundo a dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Medicina Estética, Dra Valéria Marcondes, colocar roupas compridas na criança - calça, luvinhas, meias - pode ajudar a prevenir. "Prefira as peças de algodão, que são mais leves", sugere. E alerta: "Os bebês muito aquecidos por excesso de roupas podem desenvolver miliária, que são bolinhas avermelhadas que aparecem principalmente no tronco e na região do pescoço. Essas ‘brotoejas’ surgem pelo entupimento e ruptura das glândulas sudoríparas."
Quando a criança for dar os primeiros passou ou engatinhar, deixe-a no chão bem limpo. Evite carpetes. "Geralmente a quantidade de ácaros nesse material é muito grande e é mais difícil fazer a higienização", orienta a dermatologista. E dá outras dicas para dificultar a aproximação das bactérias: "Lave as mãos do bebê com frequência, usando sempre um sabonete que seja especialmente formulado e testado para a pele dele. E deixe de lado os produtos muito perfumados, pois podem gerar algum tipo de irritação ou alergia."
Dra. Valéria enumerou quatro das principais doenças que atingem os bebês durante os primeiros passos. Confira:
Sapinho ou monilíase: é causado por um fungo e se manifesta por meio de pontos brancos que cobrem toda ou parte da língua, gengivas, parte interna das bochechas e lábios.
Primeiros sinais: a dor pode interferir na alimentação e fazer com que o bebê perca o apetite.
Tratamento: usar antifúngico líquido quatro vezes ao dia.
Estomatite: essa doença sistêmica provoca mau hálito, acompanhado de saliva com sangue. Surgem também manchas azuladas ou acinzentadas que vão clareando conforme a criança cresce, mas não chegam a desaparecer. "A estomatite pode ser causada por infecção viral, bacteriana, fúngica, trauma, agentes tóxicos e irritantes, hipersensibilidade, doenças autoimunes, sensibilidade à pasta de dentes e corantes de doce", explica Dra. Valéria.
Primeiros sinais: ardência na gengiva, incapacidade para ingerir líquidos e principalmente alimentos ácidos.
Tratamento: depende exclusivamente do diagnóstico da doença-base.
Micose: causada por fungos se desenvolvem quando encontram umidade, calor e baixa defesa imunológica e se instalam na pele. "Ela surge entre o segundo e o quarto dia de vida do bebê e desaparece entre a primeira e a segunda semana de idade", explica a dermatologista. 
Primeiros sinais: descamação e coceira na planta dos pés, fissuras e coceira entre os dedos dos pés (frieira) e lesões arredondadas na pele ou na cabeça e queda de pelos.
Como evitar: cuidar da higiene pessoal, secar muito bem as dobras da pele, não ficar em contato direto com produtos de limpeza, não andar descalço e não usar roupas quentes e justas, nem sapatos fechados por muito tempo.
Alergia: essa irritação é causada por pelos de gatos e de cachorros, penas, bolores, ácaros, pólen cosméticos, tintas, certos alimentos (leite de vaca, chocolate), além de picadas de insetos.
Primeiros sinais: crises de asma e renite e diferentes reações na pele - pruridos, coceiras, erupções de diversos tipos, urticária, eczema e inchaços.
Tratamento: procurar sempre orientação médica para identificação do problema. Evitar possíveis substâncias irritantes e cuidados ao ingerir medicamentos.
Por Juliana Falcão (MBPress)

sábado, 9 de abril de 2011

Comer três bananas por dia pode diminuir risco de AVC

A fruta mais popular do Brasil pode prevenir acidente vascular cerebral (AVC). Cientistas britânicos e italianos sugerem três bananas por dia para obter o benefício.
Os pesquisadores analisaram dados de 11 estudos diferentes e constataram que uma ingestão diária de cerca de 1,6 mil miligramas de potássio por dia (cada banana oferece por volta de 500 miligramas) reduz as chances de derrame cerebral em 21%. O consumo de outros alimentos ricos no elemento, como espinafre e nozes, também é benéfico.
Vale acrescentar que a hipertensão é um fator de risco para o AVC e o potássio ajuda a diminuir a pressão arterial. Segundo o jornal Daily Mail, baixas quantidades do nutriente podem levar a batimento cardíaco irregular, irritabilidade, náuseas e diarreia.
A equipe da Universidade de Warwick, na Inglaterra, e da Universidade de Nápoles, na Itália, disse que comer produtos fonte de potássio e diminuir o sal do cardápio abriria espaço para diminuir em mais de um milhão o número de mortes globais por ano devido ao AVC. A publicação Journal of American College of Cardiology divulgou esses dados.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Conheça os riscos do consumo excessivo de energéticos

Não é incomum encontrar homens consumindo latinhas de energético pela manhã para aguentar o ritmo do trabalho após um happy hour animado. Ricos em cafeína, estas bebidas são estimulantes, mas não devem ser consumidas em exagero, pois podem fazer mal à saúde.
A cafeína é um estimulante do sistema nervoso central e, por isso, ajuda a deixar as pessoas mais alertas. "Cada latinha de energético equivale a cerca de três xícaras de café, bebida que também é rica na substância. Por isso, o ideal é que a pessoa consuma, no máximo, uma lata e meia por dia, porque cafeína em excesso pode intoxicar o organismo, levando a náuseas, taquicardia, tremores, insônia, irritabilidade e zumbidos", explicou Vladimir Schraibman, especialista em cirurgia geral e gastrocirurgia, do corpo clínico do Hospital Albert Einstein, da capital paulista.
Alessandra Grisante, nutricionista especializada em Fisiologia do Exercício do Hospital 9 de Julho, da mesma cidade, lembrou que é importante distinguir as bebidas energéticas das bebidas desportivas ou repositoras energéticas. "Estas têm composição diferente, sem cafeína ou estimulantes, com base prioritária de carboidratos (açúcares), visando a reidratação e a reposição da energia perdida durante a prática de esportes, sendo aplicadas de maneira criteriosa e individualizada".
O médico alertou que o consumo de bebidas energéticas industrializadas deve ser limitado, afinal, "não é um isotônico". Além disso, a cafeína pode viciar, levando à necessidade de doses cada vez maiores para se obter o mesmo efeito. "Tem gente que fica até com síndrome de abstinência", afirmou. "É preciso deixar claro que, apesar de as bebidas energéticas conterem cafeína, não devem ser ingeridas como o café na rotina diária", concordou a nutricionista.
Contra-indicações
Alessandra afirmou que, nutricionalmente falando, não há recomendação do consumo de bebidas energéticas, principalmente para pessoas enfermas, crianças, gestantes, idosos etc. "Os efeitos variam de acordo com a dose ingerida e a sensibilidade de cada um. A quantidade que deixa o jovem eufórico, para um idoso hipertenso pode levar ao aumento dos batimentos cardíacos e da pressão arterial, com maior risco de morte", explicou.
Além disso, a nutricionista do Hospital Nove de Julho comentou que a portaria nº 868/98 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) obriga os fabricantes de bebidas energéticas a informar no rótulo que enfermos e idosos devem evitar seu consumo. Segundo ela, isto ocorreu após a descoberta de algumas irregularidades, como excesso de vitaminas e falta de comprovação das funcionalidades (pontecializadora, estimulante, melhora do desempenho etc).
Balada boa
Durante as festas e baladas, muita gente mistura o energético com bebidas alcoólicas para disfarçar o sabor do álcool ou para potencializar o efeito "de alerta" que ela possui. Segundo Schraibman, é justamente aí que está o maior perigo: "temos a depressão do álcool, mascarando seus sintomas, e a potencialização da cafeína. Além disso, a pessoa ingere a mistura e dificilmente se alimenta, levando a casos de desidratação e hipoglicemia. Tem gente que chega a desmaiar!", destacou.
Alessandra demonstrou preocupação com a crescente associação entre os jovens: "o energético pode esconder os sinais de intoxicação do álcool, evitando que a pessoa perceba que já bebeu demais, podendo levá-la ao coma alcoólico, seguido de morte. A longo prazo, esta combinação é um fator de risco para o desenvolvimento de dependência química do álcool".
Essa tal cafeína
Schraibman citou o guaraná e o gengibre como estimulantes naturais, que podem ser usados por aqueles que objetivam se manter mais despertos. Alessandra destacou o café, fonte de cafeína; chocolate (principalmente aqueles com maior teor de cacau); chás verde, mate e preto; e alguns refrigerantes, "cabendo a possibilidade de efeitos adversos no consumo de todos eles".
Embore leve a má fama, a nutricionista contou que a cafeína não é de todo ruim, visto que está presente em alguns medicamentos e estudos demonstraram que entre quatro e seis xícaras de café - grande fonte da substância - por dia são capazes de promover uma melhora do desempenho físico, estado de alerta e melhora neurocognitiva em atletas. Mas, ela também pode ter efeitos negativos, visto que acelera o metabolismo, tem ação diurética (pode levar à desidratação), entre outros. Além da substância, os energéticos também são ricos em açúcares e este é mais um motivo para controlar o consumo: podes colaborar com o aumento do peso.