terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Amamentação por seis meses melhora inteligência das crianças

Alimentação primordial
Crianças de dez anos que haviam sido amamentadas por ao menos seis meses tiveram resultados melhores em testes-padrão de leitura, matemática e grafia, em comparação com crianças amamentadas por períodos mais curtos.
A conclusão é de um estudo australiano feito com mais de mil crianças e relatado nesta pelo site especializado MedPage Today.
Os efeitos benéficos da amamentação apareceram de forma mais relevante em meninos, possivelmente porque o leite compensa hormônios femininos que ajudam a proteger o cérebro das meninas.
Outra possibilidade é que a amamentação tem um efeito positivo nas relações entre mãe e filho, facilitando a interação e, de forma indireta, o desenvolvimento cognitivo, segundo o MedPage Today.
Como os meninos dependiam mais da atenção materna do que as meninas, os efeitos positivos dessa interação se fariam mais presente neles.
Efeitos da amamentação
O estudo, publicado na revista Pediatrics, foi coordenado por Wendy Oddy, do Instituto de Pesquisa de Saúde Infantil da Universidade do Oeste da Austrália.
"Nosso estudo adiciona provas crescentes de que a amamentação por ao menos seis meses tem efeitos benéficos para o melhor desenvolvimento da criança", escreveram Oddy e seus colegas.
A relação entre amamentação e desenvolvimento cognitivo é atribuída aos nutrientes presentes no leite materno - principalmente ácidos graxos poli-insaturados -, que ajudam no crescimento de membranas celulares do cérebro e de neurônios.
Desenvolvimento cognitivo
O estudo levou em consideração os outros fatores que também influenciam o desenvolvimento cognitivo infantil e disse ter tentado controlá-los entre as crianças estudadas.
Com isso, foi possível observar também que índices menores de educação materna e renda prejudicavam o desempenho das crianças.
Em contrapartida, as que liam mais durante a idade de três a cinco anos tiveram melhores resultados nos testes de leitura e escrita.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

A EQUIPE DA UNO FARMA DESEJA UM FELIZ NATAL!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Tratamento de alergia causa nova alergia

Alergia de contato com alumínio
A dermatite alérgica de contato com o alumínio tem sido considerada uma alergia muito rara.
No entanto, veem crescendo os relatos de nódulos pruriginosos e alergia ao alumínio surgidos depois que as pessoas tomaram vacinas ou fizeram tratamentos para outras alergias.
A pesquisadora Eva Netterlid, da Universidade de Lund, na Suécia, resolveu estudar o fenômeno e fez algumas descobertas que exigirão mais pesquisas sobre os tratamentos de alergia.
Nódulos na pele
Nódulos pruriginosos são pequenos nódulos sob a pele que causam coceira e que, segundo alguns estudos, podem durar vários anos.
Um estudo sobre vacinas contra tosse convulsiva, realizado há alguns anos, mostrou que quase um por cento das crianças desenvolveu nódulos pruriginosos na área da vacinação.
Três das quatro crianças que tiveram uma reação com nódulos também desenvolveram alergia ao alumínio.
"Isso foi totalmente inesperado. O alumínio tem sido utilizado como adjuvante, intensificador, nas vacinas por mais de 70 anos, com apenas um pequeno número de relatos de nódulos pruriginosos e dermatite alérgica de contato," afirma Eva.
Hipossensibilização
Mas os resultados foram muito mais preocupantes quando a pesquisadora voltou sua atenção para a hipossensibilização, um tratamento no qual doses progressivamente maiores de uma substância alergênica são dadas aos pacientes que são alérgicos ao pólen, ácaros, etc, para habituá-los à substância.
Este tratamento também usa o alumínio como um intensificador.
O número de reações foi muito maior. Das 37 crianças monitoradas, 8 (21,6%) tiveram dermatite alérgica de contato com o alumínio, e 13 (35%) tiveram nódulos pruriginosos.
Outras 24 crianças com alergias que foram incluídas no estudo, mas que não receberam a vacina, não desenvolveram nem nódulos pruriginosos nem alergia ao alumínio.
Outro estudo analisou a hipossensibilização de crianças e adultos com alergias respiratórias. Verificou-se que quase 4% dos pacientes tiveram dermatite alérgica de contato com o alumínio.
O exame dos braços dos pacientes antes e um ano após o tratamento mostrou que o número de portadores de nódulos tinha aumentado significativamente, e a proporção daqueles que tinham nódulos pruriginosos também aumentou.
Hipóteses
Há várias explicações possíveis a respeito de porque a alergia de alumínio está se tornando mais comum: o surgimento de novas tecnologias para identificar a alergia, o tipo de compostos de alumínio usados nas vacinas e outros tratamentos pode ter mudado, e o número de vacinações pode ter aumentado com o aumento das viagens internacionais.
Mas, por enquanto, todas são apenas hipóteses e conjecturas, e somente outros estudos poderão apontar as causas reais.
Eva Netterlid e seus colegas vão se concentrar primeiro na segunda hipótese, verificando se diferentes compostos de alumínio produzem resultados diferentes.
Eles também pretendem descobrir se os pacientes que tiveram resultado positivo no teste de alergia ao alumínio também apresentam sintomas clínicos quando expostos a medicamentos e cosméticos que contenham alumínio.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Tomar leite reduz risco de doenças cardíacas, diz estudo

Leite para o coração
Um estudo publicado na revista especializadaAmerican Journal of Clinical Nutrition revela que beber três copos de leite por dia pode diminuir em até 18% o risco de doenças cardiovasculares.
Mas o consumo de leite não é uma unanimidade entre os especialistas. Alguns estudos questionam até mesmo se adultos devem ou não tomar leite.
Um estudo nacional chegou à conclusão que os brasileiros tomam leite em excesso, e que o leite é importante na alimentação, mas não pode ser considerado essencial para uma saúde normal.
Estudos contraditórios
A professora Sabita Soedamah-Muthu, do Departamento de Nutrição Humana da Universidade de Wageningen, na Holanda, conduziu o estudo com a colaboração de pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.
Ela analisou cerca de 5 mil estudos sobre o mesmo tema - relação entre tomar leite e doenças cardíacas - feitos na Europa, Estados Unidos e Japão durante um ano e meio e concluiu que o leite é realmente benéfico para a saúde do coração.
"Havia resultados muito contraditórios sobre a relação do consumo de leite com a saúde nos estudos. Às vezes concluía-se que há uma relação benéfica, às vezes maléfica e outras vezes, nenhuma", disse a professora.
Consumo de leite
Os resultados de várias das pesquisas analisadas foram combinados utilizando a quantidade de leite consumida diariamente por cada indivíduo.
Em uma análise final dos números, Soedamah-Muthu percebeu que um copo de leite ao dia parece ter relação com uma redução de 6% no risco de doenças cardiovasculares.
"Conseguimos demonstrar os efeitos positivos de consumir até três copos por dia, quando o risco de problemas no coração fica 18% menor."
Segundo a pesquisadora, não foi encontrada nenhuma relação entre o consumo de leite integral ou desnatado e o aumento do risco de doenças cardíacas, infarto ou mortalidade.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Descoberta pode permitir curar ferimentos sem deixar cicatrizes

Cicatrização sem cicatriz
Uma novidade anunciada neste domingo (12/12) na 50ª Reunião Anual daAmerican Society for Cell Biology, na Filadélfia, Estados Unidos, poderá resultar em alternativas para tratar ferimentos graves sem a formação de cicatrizes.
O ácido hialurônico é uma substância presente no organismo de todos os animais que preenche os espaços entre as células.
Com o avanço da idade, o ácido hialurônico diminui, reduzindo também a hidratação e elasticidade da pele, o que contribui para o surgimento de rugas.
Ácido hialurônico
O grupo de Cornelia Tölg, do London Regional Cancer Program, em Ontário, no Canadá, conseguiu bloquear fragmentos de ácido hialurônico que disparam a inflamação.
O bloqueio, feito em ratos com um minúsculo peptídio chamado 15-1, promoveu a cura de ferimentos profundos com a minimização de cicatrizes e a formação de um tecido cutâneo mais forte no lugar afetado.
A equipe, que contou com pesquisadores dos Estados Unidos, identificou no peptídio (molécula composta de dois ou mais aminoácidos) denominado 15-1 a capacidade de bloquear receptores moleculares em células da pele que reagem a fragmentos do ácido hialurônico ao estabelecer um caminho celular para a inflamação.
Nos testes feitos em laboratório, uma única dose do peptídio reduziu a contração do ferimento, os depósitos de colágeno, a inflamação e o crescimento de vasos sanguíneos novos e indesejados. Apesar de o estudo ter sido feito em animais, os cientistas afirmam que os resultados obtidos podem ser extrapolados para eventual aplicação em humanos.
Regeneração de tecidos
Até o fim da década de 1970, o ácido hialurônico era considerado apenas uma espécie de goma inerte que preenchia a matriz extracelular, mas desde então estudos têm mostrado seu importante envolvimento em uma ampla variedade de processos biológicos, do desenvolvimento embrionário do coração a metástases de tumores, passando pelo reparo de ferimentos.
A relação entre níveis de ácido hialurônico e a regeneração de tecidos é paradoxal, segundo os autores do estudo. Os níveis desse ácido são extremamente elevados em embriões e em recém-nascidos, que são capazes de se recuperar rapidamente de cirurgias sem a formação de cicatrizes.
Mas, durante a vida adulta, os níveis de ácido hialurônico intactos caem enquanto aumenta a proporção de moléculas quebradas da substância. Por conta disso, enquanto o ácido intacto promove uma recuperação forte - no caso de ferimentos - os fragmentos atuam junto a receptores que disparam a inflamação que resulta na formação de cicatrizes e de pele mais frágil.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Crianças expostas ao fumo passivo são mais propensas a problemas de comportamento

Os pais que fumam perto das crianças podem estar colocando em risco mais do que a saúde respiratória de seus filhos. Um novo estudo do University College London, no Reino Unido, indica que as crianças mais expostas à fumaça do cigarro são mais propensas a serem hiperativas e a terem problemas de comportamento.
Avaliando dados de um estudo escocês do ano de 2003, incluindo 901 crianças não fumantes com média de oito anos, os pesquisadores descobriram que aquelas com maiores níveis de cotinina na saliva - subproduto da nicotina, que indica os níveis de exposição à fumaça do cigarro - tinham mais chances de terem problemas de conduta e hiperatividade. E essas associações permaneciam significativas considerando fatores como privação social, status marital dos pais, obesidade, doenças crônicas e níveis de atividades físicas.
Publicados nesta semana na revista científica Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine, os resultados indicaram, ainda, que 40% das crianças tinham níveis muito altos de exposição à fumaça do cigarro, principalmente dentro de casa, e mais frequentemente em vizinhanças com menor renda. E aqueles com maiores níveis de exposição ao fumo passivo tinham quase três vezes mais chances de terem problemas de saúde mental.
“A medida objetiva da exposição ao tabagismo passivo foi associada com pior saúde mental entre as crianças”, escreveram os autores. “As associações mais fortes com os níveis de cotinina emergiram em transtornos de hiperatividade e conduta”, concluíram os pesquisadores.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Uma aspirina por dia reduz risco de morte por câncer, diz estudo

Aspirina contra o câncer
Uma pequena dose diária de aspirina é capaz de reduzir substancialmente o risco de morte por uma série de tipos de câncer, segundo sugere um novo estudo.
A pesquisa, coordenada pela Universidade de Oxford, verificou que uma dose diária de 75 mg reduziu em até 20% a chance de morte por câncer.
O estudo, publicado na última edição da revista científica The Lancet, analisou dados de cerca de 25 mil pacientes, a maioria deles da Grã-Bretanha.
Prós e contras da aspirina
Especialistas dizem que os resultados mostram que os benefícios da aspirina comumente compensam os riscos associados, como aumento da possibilidade de sangramentos ou irritação do sistema digestivo.
Alguns estudos associam a aspirina à redução dos riscos de ataques cardíacos ou de derrames entre as pessoas nos grupos de risco. Outros, porém,questionam o uso da aspirina na prevenção de ataques cardíacos.
Acredita-se que os efeitos de proteção contra doenças cardiovasculares sejam pequenos entre adultos saudáveis. Também há um risco maior de sangramentos no estômago e no intestino.
Uma pesquisa publicada em 2009 concluiu que o uso regular da aspirina pode fazer mais mal do que bem.
Veja todas as reportagens já publicadas no Diário da Saúde envolvendopesquisas sobre a aspirina.
Aspirina contra o câncer
Porém a pesquisa publicada nesta semana afirma que, ao avaliar os benefícios e os riscos do consumo de aspirina, os médicos deveriam também considerar seus efeitos de proteção contra o câncer.
As pessoas que consumiram o medicamento tiveram um risco 25% menor de morte por câncer durante o período do estudo, e uma redução de 10% no risco de morte por qualquer causa em comparação às pessoas que não consumiram aspirina.
O tratamento com a aspirina durou entre quatro e oito anos, mas um acompanhamento de mais longo prazo de 12.500 pessoas mostrou que os efeitos de proteção continuaram por 20 anos tanto entre os homens quanto entre as mulheres.
Após 20 anos, o consumo diário de aspirina ainda tinha o efeito de reduzir em 20% o risco de morte por câncer.
Tipos de câncer
Ao analisar os tipos específicos da doença, os pesquisadores verificaram uma redução de 40% no risco de morte por câncer de intestino, 30% para câncer de pulmão, 10% para câncer de próstata e 60% para câncer de esôfago.
As reduções sobre cânceres de pâncreas, estômago e cérebro foram difíceis de quantificar por causa do pequeno número de mortes por essas doenças entre as pessoas pesquisadas.
Também não havia dados suficientes para analisar os efeitos da aspirina sobre cânceres de ovário ou de mama, mas os autores da pesquisa sugerem que a razão para isso é que não haveria mulheres suficientes entre as pessoas analisadas.
Mas estudos de larga escala sobre os efeitos da aspirina sobre esses tipos específicos de câncer estão em andamento.
Quando tomar aspirina
O coordenador do estudo, Peter Rothwell, disse que ainda não aconselha os adultos saudáveis a começarem a tomar aspirina imediatamente, mas afirmou que as "evidências" científicas estão "levando as coisas nessa direção".
Segundo Rothwell, o consumo diário de aspirina dobra os riscos de grandes sangramentos internos, que é de 0,1% anualmente. Mas ele diz que os riscos de sangramento são "muito baixos" entre adultos de meia-idade, mas aumentam bastante entre os maiores de 75 anos.
Segundo ele, o tempo ideal para começar a considerar tomar doses diárias de aspirina seria entre os 45 e os 50 anos, por um período de 25 anos.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Composto de mel e babosa é eficaz contra o câncer

Sabedoria popular
A medicina popular pode ser muito popular, mas antes de aderir a esse saber é importante desenvolver estudos criteriosos para avaliar as propriedades terapêuticas de ervas e produtos popularmente utilizados.
Entre aqueles que já demonstraram efeito anticâncer estão a Aloe vera (conhecida como babosa) e o mel.
A partir desses estudos, a bióloga Rebeka Tomasin, do Laboratório de Nutrição e Câncer da Unicamp, decidiu combinar os dois produtos em um homogeneizado, o mesmo utilizado na medicina popular, para avaliar sua ação sobre o crescimento tumoral e a caquexia.
A proposta é desenvolver pesquisa básica para mostrar a possibilidade de alguns produtos fitoterápicos auxiliarem no tratamento tradicional.
Babosa e mel contra o câncer
De acordo com a bióloga, cobaias portadoras de tumor de Walker 256 e tratados com o homogeneizado após a indução do tumor apresentaram resultados positivos na diminuição da massa tumoral e nos efeitos modulatórios sobre os tecidos do hospedeiro (rato portador de tumor) e simultâneo efeito deletério sobre o tecido tumoral.
A análise do estresse oxidativo e da atividade de enzimas antioxidantes revelou que, nos animais tratados com Aloe vera e mel, os tecidos hospedeiros foram "protegidos", enquanto o tecido tumoral sofreu maior "ataque" oxidativo.
Baseada nestes resultados, Rebeka propôs que, neste modelo experimental, a administração de Aloe vera e mel preserva a integridade dos tecidos hospedeiros enquanto provoca detrimento do tecido tumoral.
Tratamentos alternativos e coadjuvantes
Para a bióloga, o estudo de tratamentos alternativos e coadjuvantes é de grande valia.
Ela pontua que, além das terapias convencionais como quimioterapia, radioterapia e cirurgia, atualmente tem-se investido muito em terapias coadjuvantes na tentativa de melhorar ainda mais o prognóstico da doença e a qualidade de vida do paciente.
Porém, no caso específico de sua pesquisa, ainda não foram realizados testes em humanos. O que se tem até o momento é pesquisa básica que poderá ser apoio a futuros estudos na área médica e farmacêutica.
Rebeka acrescenta que os estudos in vivo utilizando organismos modelo têm sido essenciais para compreensão do comportamento de inúmeras doenças por possibilitar ainda a observação do desenvolvimento patológico e a reação corporal diante de diferentes intervenções e novos tratamentos, oferecendo assim resultados preliminares mais seguros antes de testes em seres humanos.
Ela enfatiza a importância em desenvolver estudos com plantas, o que pode desmistificar muitos aspectos do discurso popular sobre efeitos terapêuticos. Por outro lado, o isolamento das substâncias que compõem uma determinada planta pode trazer ganhos para o desenvolvimento de fármacos.
"Setenta por cento dos quimioterápicos utilizados atualmente são derivados de plantas, mas para chegar até a utilização clínica foram necessários anos de estudo. Muitas vezes, as pessoas fazem uso de determinada planta medicinal, mas ela pode conter alguma substância nociva; portanto é essencial o isolamento das substâncias responsáveis pela atividade desejada", explica.
Babosa e mel
Estudos realizados anteriormente mostraram que a babosa contém várias propriedades terapêuticas importantes, incluindo prováveis efeitos anticâncer e que os ingredientes farmacologicamente ativos estão concentrados tanto no gel quanto na casca da folha.
Rebeka pontua que, embora alguns dados afirmem que o mel seja comparado ao açúcar em seus valores nutritivos e que proteínas, minerais e vitaminas estão em baixa quantidade, tendo, portanto, pouca importância nutricional, há evidências de que o mel seja um agente moderador antitumor, com relevantes efeitos antimetástase.
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde levantados por Rebeka, o câncer é responsável pela morte de quase 8 milhões de pessoas anualmente, sendo que são diagnosticados mais de 11 milhões de novos casos por ano.
As pesquisas multidisciplinares têm sido importantes para estudar a associação de métodos no tratamento de doenças, mas ainda são poucos estudos que fazem associações como o homogeneizado de Aloe vera e mel e a prática de atividades físicas e nutrição.
"Fico feliz quando descubro um estudo parecido, pois nosso objetivo é contribuir com outras áreas do conhecimento para garantir qualidade de vida aos pacientes", conclui Emilianne.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Tratamento de canal sem dor é possível com técnica intraóssea

Tratamento de canal sem dor
O tratamento dentário de canal ou endodôntico não precisa mais ser tão doloroso quando há uma inflamação no dente.
Uma pesquisa realizada no Centro de Saúde da Comunidade (Cecom) da Unicamp testou a técnica intraóssea em 60 pacientes com inflamação pulpar em molares inferiores, que são os dentes mais difíceis de serem anestesiados.
Utilizar a técnica anestésica intraóssea garantiu o controle total de dor em 96,8% dos pacientes.
Ou seja, o método propiciou um tratamento livre do incômodo das dores tão temidas pelos pacientes, uma vez que as técnicas tradicionais alcançam, apenas, em torno de 60% de eficácia.
Técnica desconhecida
O endodontista Leandro Augusto Pinto Pereira já utilizava a técnica há vários anos em seu consultório com resultados positivos. Agora, ele quis levar a prática para o crivo científico.
Segundo ele, a ideia é divulgar o procedimento no Brasil, ainda pouco conhecido entre os profissionais da área, mesmo tendo sido criado em 1932.
"Os profissionais não conhecem a técnica, e entre aqueles que a conhecem, existe a ideia de que o procedimento é mais invasivo do que o método tradicional de se injetar o medicamento no tecido mole do local a ser tratado", explica Pereira, que contou com a orientação do professor José Ranali.
Técnica intraóssea
A técnica intraóssea consiste em realizar uma pequena perfuração - do calibre de uma agulha - no osso adjacente ao dente a ser tratado.
Para isso, inicialmente é realizada uma anestesia no local e, na sequência, após realizar a perfuração, injeta-se a solução anestésica próxima às raízes do dente inflamado.
Uma conduta comum adotada em consultórios odontológicos para o tratamento endodôntico é a prescrição de antibiótico e/ou anti-inflamatórios prévios ao tratamento para "desinflamar" o dente e, então, proceder ao tratamento do canal. Para Pereira, esta forma de se tratar o canal deve mudar.
"Não existe nenhum suporte científico que mostre uma melhor eficácia anestésica com a administração prévia de antibióticos para minimizar a dor durante o procedimento. Pelo contrário, na presença da chamada dor de dente, a intervenção clínica é primordial e deve ser feita de forma imediata. A administração de medicamentos, quando necessária, deve ser coadjuvante no controle da dor pós-operatória", explica.
Contra-indicações
O endodontista alerta que a técnica não é recomendada para pacientes que possuem algum tipo de problema cardiovascular, uma vez que pode resultar em aumento da frequência cardíaca. Esta seria uma segunda escolha para a anestesia em pacientes cardiopatas.
No entanto, na pesquisa a injeção lenta da solução anestésica, associada ao pequeno volume necessário para anestesia, não levou a nenhum efeito cardiovascular indesejável.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Terapia genética alivia sintomas de Alzheimer

Comunicação entre células
Uma técnica de terapia genética criada para melhorar problemas de memória associados ao Mal de Alzheimer foi testada com sucesso em ratos, dizem cientistas norte-americanos.
Os especialistas usaram a técnica para aumentar níveis de uma substância química que auxilia a comunicação entre células do cérebro, explica um artigo publicado na revista científica Nature.
Esse processo de envio de sinais entre as células é prejudicado em pacientes com o Mal de Alzheimer.
Segundo a entidade britânica Alzheimer's Research Trust, que fomenta pesquisas sobre a doença, o novo estudo acrescenta uma peça importante ao conhecimento que se tem sobre a sobre a doença e sugere novas rotas de pesquisa.
Amilóide
Com o aumento na expectativa de vida da população de muitos países do planeta, a incidência do Mal de Alzheimer e de outras formas de demência deve crescer.
A equipe de pesquisadores do Gladstone Institute of Neurological Disease, em San Francisco, na Califórnia, acredita que um aumento nos índices do neurotransmissor EphB2 no cérebro possa ajudar a reduzir ou mesmo prevenir alguns dos piores efeitos da condição.
Seu estudo sugere que a substância cumpre um papel importante na memória e que sua presença é reduzida em pacientes com o Mal de Alzheimer.
Uma das características mais marcantes dos cérebros afetados pela condição é o acúmulo de placas de uma proteína chamada amilóide. Com o passar do tempo, isso leva à morte das células do cérebro.
Recentemente, um outro grupo de cientistas demonstrou que essa proteína ligada ao Alzheimer pode viajar para o cérebro, levantando a possibilidade de que a doença possa se originar em outra parte do corpo e migrar para o cérebro.
Terapia genética
A equipe baseou seu experimento em uma particularidade da proteína amilóide: sua suposta habilidade de se acoplar ao neurotransmissor EphB2, reduzindo a quantidade da substância disponível para as células do cérebro, o que poderia em parte explicar a perda de memória nos pacientes.
Para testar essa ideia, eles usaram técnicas de terapia genética para reduzir e também para aumentar a quantidade de EphB2 disponíveis nos cérebros de ratos de laboratório.
Quando os índices da substância foram reduzidos em ratos saudáveis, os animais desenvolveram sintomas de perda de memória similares àqueles observados em ratos programados geneticamente para apresentar uma condição similar ao Mal de Alzheimer.
E quando os ratos com sintomas de Alzheimer receberam terapia genética que aumentou os índices de EphB2, seus sintomas de perda de memória desapareceram.
Lennart Mucke, líder do estudo, disse que sua equipe ficou "encantada" com a descoberta.
"Com base nos nossos resultados, achamos que impedir as proteínas amilóides de se acoplarem ao EphB2 e aumentar os índices de EphB2 ou de (suas) funções por meio de drogas pode ser benéfico a (pacientes com) Mal de Alzheimer", disse Mucke.
Resposta lenta
Pesquisadores britânicos disseram que o estudo, embora interessante, não oferece uma resposta rápida para pacientes com Alzheimer.
Rebecca Wood, diretora do Alzheimer's Research Trust, disse que o cérebro humano é complexo, e entender como ele funciona e como é danificado por doenças como o Mal de Alzheimer é uma tarefa gigantesca.
O estudo "indica uma forma de fazer com que as células nervosas do cérebro continuem se comunicando, o que é vital para o pensamento e a memória".
Mas ela acrescentou: "Não sabemos ainda se essas descobertas vão levar a um novo tratamento para o Mal de Alzheimer - isso ainda vai demorar".